segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O essencial é viver!





As dores de cada um
Ultimamente tenho me sentido tão sozinha!
Devem ser os afazeres do dia a dia, e os problemas que temos que resolver. Diariamente temos que arrumar a casa, comprar comida, fazer comida e comer. É um leva e busca incessante para escola, futebol e inglês, estudar, trabalhar, publicar, produzir. A cobrança é diária, desatando nós e descascando abacaxis.
Quem assistiu ao filme “Divertidamente”, animação muito premiada pelo Oscar que explica o mundo psicológico das pessoas, me entenderá perfeitamente. Os sentimentos ficam na nossa mesa de comando e não devemos deixar a tristeza, ou a raiva, ou o medo estar à frente de tudo. A alegria deve reinar no nosso sistema, mas é inevitável que os outros sentimentos se manifestem. Inclusive a tristeza, que não é um monstro, é um sentimento como outro qualquer. Por isso, quando a tristeza estiver no comando de sua mente, lembre-se que deve ser por pouco tempo, e que você não precisa se desesperar. Haja naturalmente, a vida é feita de ciclos e temos que administrar com equilíbrio a luz e a sombra que existe dentro de nós.  
A rotina é um tédio, pois os dias parecem iguais. O que varia é nosso humor, tem dias que estamos pesados, com a alma cansada e outros estamos dispostos a enfrentar um dragão.
Sinto falta dos amigos. Tenho certeza que do mesmo que jeito que sinto eles também devem sentir, numa solidão absoluta quando temos que lutar contra nossa tristeza e fadiga. Cada um com sua dor e seus problemas. Cada um se virando para pagar contas, e salvar seu dia.
Quero dizer a você que está só na sua luta diária, que conversar é bom, mas ninguém irá resolver seus problemas, a não ser você mesmo. Afinal, cada um é cada um, não temos o mesmo jeito de pensar e de agir. Eu converso com Deus e através Dele busco respostas dentro de mim. Também escrevo minhas crônicas que é uma forma de desabafo reflexivo com uma linha de raciocínio literário. Introdução, desenvolvimento, conflito, reflexão e conclusão. Por isso gosto tanto de escrever, quando começo nem imagino o final, mas minha mente vai construindo uma resposta para minha problemática.
Portanto, os amigos estão por aí, cada um embolado no seu cotidiano, tentando encontrar soluções para sua crônica diária. Eu sou amiga, mas não sou a solução. Assim, concluo que todos se sentem sós quando o assunto é desatar nós.
A rotina é cansativa, nos isola em nossas obrigações, e no final do dia estamos exaustos.
Costumo receber muitas mensagens impessoais de grupos no whattsapp, que muitas vezes vão imediatamente para o lixo. Prefiro ainda as mensagens individuais e personalizadas. Não precisa ligar, mas mandar um recado dizendo: - “Estou com saudades.”. Se quiser conversar é só perguntar: - “Como vai você?”. Provavelmente você irá surpreender um amigo (a), que talvez se assuste tanto que nem responda à pergunta. Esse é outra situação que me deixa irritada. Falar bobagem todo mundo quer, mas conversar sério não. Fica a dica para que não nos isolemos mais do que já estamos isolados. O mundo contemporâneo nos permite passar horas no computador interagindo sem interagir. É uma ilusão! As pessoas navegam nas redes sociais imaginando ter amigos e que todos eles são felizes. Todos nós temos problemas, mas como o “facebook” é a disnelândia da internet, não imaginamos que as pessoas também sentem tristeza, angústia e solidão.
Estou aqui pra dizer que você não está sozinho, mas deve andar sozinho. Não pense que só você tem problemas ou que o seu problema é maior do que de qualquer um. Se você está se sentindo só, saiba que todos os seus amigos também sentem isso às vezes. Vai pintar todo tipo de sentimento dentro de você, e isso é normal, mas a alegria sempre volta se você tem esperanças.
Lembre-se: o essencial é viver!


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O tempo passa depressa




E novembro já está chegando...
As vitrines precoces começam a se preparar para o Natal!
Mas, espere. Ainda nem terminei o que tinha planejado para 2016.
Quando paro para fazer uma retrospectiva da última década do Arthur percebo que estou quatro anos atrasada. Álbuns e diários. Corri para atualizar os álbuns, acabei fazendo um de 2013 e 2014 e ainda ficou faltando 2015 e 2016 que vou fazer depois. Esse tal de “depois” acaba comigo. Como vou lembrar suas frases para escrever no seu diário de vida?
As memórias alimentam minha alma. Cada foto, cada palavra escrita, são os tijolos de minha existência. Não vivo sem elas. Estou em construção eternamente, cada um de nós é uma edificação.
De novo o tempo. Tempo que corre ora rápido, ora devagar.
Os pensamentos em torno do tempo são instigantes.
Tente contar as horas, olhar os ponteiros de um relógio rodar pelo menos uns dez minutos. Você certamente será um tédio enorme e dirá: “o tempo não passa.” Depois você sai de casa, faz um monte de coisas e mal percebe que o dia já acabou.
E assim é a vida, você nasce e cresce numa piscada. E a cada piscada tudo muda: o cenário, o cabelo, o corpo, tudo muda. Você conhece o amor, tem um filho e na minha última piscada percebi que este filho já tem dez anos.
De repente tudo passou num “click”.
Assim é o tempo: muito louco como o Coelho de Alice no País das Maravilhas. “É tarde, é tarde, é tarde até que arde.”
Se cada década de vida passar em uma piscadela é melhor não piscar.
Fiquemos de olhos bem abertos e aproveitando a vida ao máximo.
Por isso, fica a dica, não deixe para fazer depois o que você pode fazer agora. Carpe Diem.



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Uma carta para meu filho



 Belo Horizonte, 07 de outubro de 2016

Meu querido filho Arthur,
Hoje você faz 10 anos e eu quero deixar uma carta para guardar de lembrança. Pode deixar que eu mesma a colarei no seu diário, que preparo com carinho desde o dia que nasceu.
Desde menina sonhava em ser mãe.
Sentir você pulsando dentro de mim foi mágico e fez com que eu compreendesse o mínimo do máximo do poder da criação. Deus que se mantinha escondido saiu de trás da natureza e disse:
- Ser mãe é padecer no paraíso.
Frase difícil de ser entendida, não é? Resumidamente:
Primeiro ano eu não dormi. Segundo ano eu emagreci de cansaço e stress. Terceiro ano o apartamento virou um caos, com paredes rabiscadas e sofá rasgado porque você era muito arteiro. Quarto ano estava de “saco” cheio de tantas perguntas e tantas brincadeiras. Quinto ano a energia aumenta cada vez mais e eu detecto seu gosto pela dança, música e outras expressões corporais. Sexto ano muito investimento na educação. Sétimo ano começam as exigências escolares e muitos deveres. Oitavo ano a casa cheia de amigos e vídeo game. Nono ano, o excesso de tecnologia. E agora vamos fechar a primeira década de vida, meu filho!

Ser mãe é muito mais que viver no paraíso! Agora eu entendo o que é “padecer”, é sofrer.  Com o paraíso a gente sonha, mas alguém sonha com sofrimento? Não mesmo.  

Eu sempre fui romântica e imaginava um mundo cor de rosa como mãe. Só que não, baby! A rapadura é doce, mas não é mole! Padeço sim, mas padeço feliz e grata!

Arthur, hoje eu só agradeço pelos seus dez anos. Muitos sonhos se realizam, outros não. Mas, a gente tem que entender que a vida é assim.
Se eu pudesse pedir a Deus um único presente pra você eu iria pedir a arte de sorrir.

(Keep walking) Continue andando, continue sorrindo, mesmo que a vida diga pra você fazer o contrário.
Como mãe eu quero te ensinar a sorrir pra vida.
Não há mais nada que possa fazer de melhor.
Eu não me canso de errar, mas sempre buscando acertar.
Manter a rotina, estudar, ter uma profissão é muito importante.
Mas, eu quero que você nunca perca seu bom humor, nunca pare de sonhar, nunca pare de sorrir!
O amor, o carinho são meus presentes diários para que você cresça e se desenvolva como homem bom, humano e solidário! Não me importa mais nada, porque o futuro a Deus pertence e qualquer coisa pode acontecer. Mas, no meio de um turbilhão de coisas, da vida que insiste em ser muito dura, muito louca, eu buscarei no seu rosto aquele sorriso que hoje peço pra Deus te dar.
Sorria pra vida, meu filho, que ela irá sorrir pra você.
Arthur, you are “amazing”! 
Estou roubando sua ideia, pois você elegeu essa palavra "amazing" para definir sua festa de 10 anos. Incrível, bacana, perfeito, tudo de bom, nota dez! Você é tudo isso!
Eu amo ser sua mãe! Eu te amo mais que o infinito.






quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Amar não custa nada, mas é para poucos.


Resenha do filme: Uma lição de amor

I Am Sam (br: Uma Lição de Amor / pt: I Am Sam - A Força do Amor) é um filme americano, do gênero drama, lançado em 2001 escrito e dirigido por Jessie Nelson.
O filme relata a história de Sam Dawson (Sean Penn) um homem com atraso cognitivo que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.
O filme é antigo, mas o tema sobre educação é eterno:
Qual a melhor forma de educar?
Que pai ou mãe nunca errou?
O quê é mais importante para uma criança?
Esse filme é muito eficaz em responder essas perguntas. Hoje em dia as pessoas com maior QI são as que menos têm capacidade de amar. Preocupados demais com seus cursos, formação acadêmica, crescimento profissional, aumento de renda, aquisições de bens. Ao contrário, os mais simples, de baixo QI, são os que mais sabem amar.
A famosa atriz Dakota é uma menina de sete anos apaixonada com o pai, mas alguém entrou no meio dessa história e se achou no direito de achar que a menina teria melhores condições de vida se fosse criada por pais que tivessem o mesmo QI. Os dois são inseparáveis e todas as tentativas de separação são frustradas. Enquanto isso, a bem sucedida advogada não tem a atenção que deseja do filho.
Na primeira metade percebemos que a advogada Rita luta para vencer, tem uma ótima formação, uma casa chique, um casamento estável e é muito inteligente. Sam, ao contrário tem problemas de aprendizado, não tem esposa, cria uma filha com ajuda de amigos considerados retardados pela sociedade. Rita elabora estratégias e cria frases que simulam uma falsa verdade. Sam se enrola nos discursos por não entender o que é manipular a verdade. O filho de Rita a ignora, ela não consegue comandar sua casa. Não vemos o marido dela durante horas, afinal, eles nem se veem mais. Nesse momento, começo a pensar quem é o mais “inteligente” da história.
Já no final do filme, exausta de tanto lutar com a vida, Rita pede ajuda ao seu cliente, Sam. Ela chora desesperada por não ter o amor do filho e nem do marido. Por tentar ser perfeita o tempo todo e sempre ter a sensação que está fracassando.
Sean Penn faz um homem com problemas cognitivos de maneira brilhante, não é à toa que levou o Oscar de melhor ator em 2002.
Para amar não precisamos de dinheiro, nem educação e nem QI.
Por isso, somos capazes de amar, só que a gente complica tanto que às vezes não enxergamos o amor em meio a tanta tralha que queremos carregar.
Mas, nessa vida viemos para amar e sermos amados.
“All we need is love” é uma das faixas da trilha sonora desse filme.
É uma contradição: amar não custa nada, mas é para poucos.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Avós centenários


Nesse último dia 24 de setembro comemoramos o centenário de Vô Rosa.
Por isso, refleti sobre algumas coisas sobre centenário:
Costumamos celebrar centenários de pessoas e datas importantes.
Durante as comemorações de centenários eventos e homenagens costumam acontecer.
O último desejo de vô Rosa era fazer uma festa de 100 anos!
Mas, seu corpo não aguentou a dor da velhice com seus 98 anos e 7 meses. Se para muitos está difícil viver bem após certa idade, imagine para quem vive quase cem anos! Morreu dia 15 de abril de 2015, quase chegou lá, bateu na trave.
Já li em livros espíritas que quando sua missão está cumprida você pode partir para a casa do Pai Eterno, pois então vamos nos conformar com isso. Cada um tem seu tempo aqui na Terra, onde somos como turistas.
Seguindo o último desejo de vô Rosa, fizemos no dia 24 de setembro, uma festa que ele iria gostar. Família reunida, cerveja, churrasco, tudo com fartura.
Esperei escurecer para projetar o filme. Todos reunidos no quintal, já envolvidos pelo ambiente, pelos amigos, pela cerveja e pela energia. Quando a imagem de um menino antigo aparece no telão começa a vida dele em 100 anos. Reuni as fotos mais relevantes ao longo de sua vida, escrevi um texto e escolhi a trilha sonora. A música de Marcus Viana, A Miragem, foi uma bela escolha, e o texto era simples. Tudo se encaixou perfeitamente.
Neste momento uma chuva fina começou a cair. Todos sabem que chuva é benção, mas só a família sabe o quanto ele gostava de água. Como se ele quisesse se manifestar através da natureza, descer do céu, cair sobre nós. Ele estava ali conosco e através da água nos abençoou. Água que molha o solo, enche fontes, sacia sede e lava a alma.
Meu avô materno, Arthur Penido nasceu no dia 14 de novembro de 1917, portanto seu centenário será comemorado pela família ano que vem. Estamos preparando uma revista com depoimentos dos filhos e netos, fotografias e outras surpresas. Ele morreu dia 19 de dezembro de 1996, mas até hoje guardamos boas lembranças dele.
Centenário é uma oportunidade de relembrarmos pessoas que foram importantes pra nós. Um momento de reunir a família, contar histórias, homenagear quem nos gerou, quem nos amou. Para os jovens de hoje, conhecer a história de um antepassado que nos garantiu hoje vivermos, valorizar cada ação que nos garantiu ter uma boa vida e educação. Enfim, sermos eternamente gratos.
Cada vez mais vislumbramos a possibilidade de comemorarmos um centenário de uma pessoa em vida por causa da medicina atual.
Desejo profundamente que minha avó Celme tenha essa longevidade! Rezo para que ela tenha saúde e vitalidade. Quem sabe até o supercentenário, nome dado àqueles que comemoram 110 anos de vida!




sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Candidato (a) invisível



Eu votaria em você, caro candidato (a), se aparecesse de vez em quando no Parque Aggêo Pio Sobrinho fazendo caminhada comigo, ou participando dos inúmeros eventos que tem por lá. Poderíamos também encontrar no supermercado e trocar um “bom dia”. Queria conversar com você sobre os problemas do bairro e da cidade como faço com a dona da banca de revistas e com os caixas do sacolão. Já tem 14 anos que moro no bairro Buritis, os mais antigos comerciantes são meus amigos. Vejo-os quase todos os dias, conheço-os pelo nome. Você, caro candidato(a), eu nunca vi por aqui.
Eu votaria em você se visse a empolgação de agora no dia-a-dia de Belo Horizonte ou de qualquer outra cidade. Se você ajudasse a inibir a panfletagem nos sinais de trânsito. Se cuidasse melhor de nossos espaços de lazer comum. Se organizasse o caos que a GASMIG fez por aqui desde o ano passado, furando nossas ruas. Depois remendando com um asfalto de péssima qualidade, que não dura nem seis meses.
Eu votaria em você se tivesse empenho em melhorar o trânsito do nosso bairro, que está um caos. Todo mundo fica parado no trânsito, inclusive, você, caro político. Então porque não fazem nada?
Tem candidatos de tudo quanto é jeito, só sei que eu nunca os vi na peleja do cotidiano.
Eu votaria em você se ao longo de todos esses 14 anos que moro aqui você já tivesse me dado motivo para tal coisa.
Pena que as boas intenções só aparecem agora. Pipocam ideias geniais, propostas utópicas, coisas muito óbvias para fazer o mundo melhor.
Pena que o óbvio ululante não é real. Pena que o óbvio é uma utopia. Pena que meu candidato não existe, porque é um sonho que acalento há anos.
Aquele candidato que existe no mundo real, que irei esbarrar uma hora ou outra pelo meu bairro ou cidade.
Por que o Buritis era um bairro bom de morar a 14 anos atrás e agora é um caos de tantos carros e gente? Porque não existe ninguém realmente a fim de encarar a vida real.

Eu votaria em você, caro candidato (a) se você existisse!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Olimpíadas Rio 2016


Olimpíadas Rio 2016
As prévias para as Olimpíadas foram desastrosas. Pipocaram vídeos na internet falando sobre os riscos que os atletas e turistas corriam se chegassem ao Rio de Janeiro. Depois teve o acidente com a ciclovia, inaugurada há poucos meses, que caiu por causa de uma onda, matando três pessoas.  Muitos comentários dizendo que o povo precisa de saúde, educação e políticos honestos.  Olimpíadas é um luxo que o Brasil não pode ter. O Rio de Janeiro gastou muito em obras e se modificou, revitalizou bairros como a Lapa e o centro histórico. Estou louca para conhecer o Museu do Amanhã.
Mas, o mundo está perigoso por causa do terrorismo. Próximo ao início dos jogos teve o ataque terrorista em Nice em que um caminhão passou por cima de pessoas que comemoravam o Dia da Bastilha.
Além disso, tinham metas a serem cumpridas que não sairam do papel: despoluição da Lagoa de Jacarepaguá e da Baía da Guanabara. Segundo minhas pesquisas foram gastam 39 bilhões, a maior parte investimento particular, mas 17 milhões foi dinheiro do setor público.
O medo de um ataque terrorista fez com que eu desistisse de tentar ir nessa Olimpíada. Eu acho que quanto mais gente aglomerada melhor para os terroristas, ainda mais se tratando de um evento de visibilidade mundial. Além disso o medo de ser assaltada por um arrastão.
E o tanto que criticaram a tocha olímpica em seu passeio pelo Brasil? Não esqueço o caso da onça que morreu por causa da irresponsabilidade de alguns idiotas que tiraram a onça de sua jaula no Zoológico para aparecer no desfile. A felina tinha o nome de Juma, envergonhou o comitê olímpico, fugiu e foi morta a tiros. Lembrando que esse desfile não era gratuito, os municípios pagavam cento e oitenta mil reais para receber a tocha.
Enfim, depois de tanta miséria humana, chacotas e reclamações, o clima mudou. As notícias da TV passaram a ficar ótimas, empolgantes, como propagandas bem produzidas.
A abertura foi um show, foi elogiada por todos, “bombou” nas redes sociais. Muitos alegavam estar com receio de passar vergonha diante do mundo inteiro. #soquenao
Desde então trocamos de roupa, tiramos a camisa preta e vestimos a verde e amarela.
Torcemos pelos nossos atletas, vibrando com suas vitórias e chorando suas derrotas.
A cidade maravilhosa ficou ainda mais maravilhosa. Turistas do mundo inteiro interagindo, gastando dinheiro e apreciando da famosa hospitalidade.
Sempre torço pelo Brasil, mas em eventos muito lotados prefiro ficar no sofá da minha casa comendo pipoca e bebendo cerveja.
Depois dos quinze dias de competições e medalhas, acompanhadas de histórias emocionantes, nos despedimos da grande festa com um espetáculo de encerramento.
Tive a certeza que, se Deus não é brasileiro, gosta muito de nossa terra, pois não fomos atacados pelos terroristas.
O que aprendemos com as Olimpíadas?
1-            Valorizar a diversidade humana e seu potencial.
2-            Investimento no esporte como ferramenta de educação para nossas crianças e jovens.
3-            Esse investimento tem que ser a longo prazo, oferecendo tranquilidade e segurança para os atletas.
Foi lindo de ver a abertura, mas o encerramento foi um show mais emocionante e pudemos respirar aliviados.
Os organizadores cuidaram perfeitamente da trilha sonora, incluindo apenas o clássicos da MPB, começando com músicas bem antigas e terminado em samba. Como não poderia ser diferente no Rio de Janeiro, no final, estavam todos juntos e misturados, sambando (só não terminou em pizza).
Foi emocionante porque todos que trabalharam ali se esforçaram pra caramba e estavam orgulhosos daquela festa.
Senti os corações batendo junto ao som da bateria da escola de samba. Os atletas se misturaram aos dançarinos e virou uma “muvuca” de alto astral, alívio e felicidade. Não posso deixar de comentar os maravilhosos fogos de artifício que iluminavam o Maracanã com figuras e cores de impressionar.
Sentada no sofá com meu filho eu me arrependi de não ter ido para essa “confusão”. Apesar da Tv nos proporcionar imagens incríveis, “replay” e “slow motion”.
As Olimpíadas do Rio 2016 ficarão para sempre na memória dos brasileiros. Uma boa lembrança, de orgulho e esperança.
Mas, no final, temos que pagar a conta. A “dolorosa” e fria realidade na qual vivemos agora.

Parece que já passou muito tempo, não é?
Nada. Foi semana passada.
Estou muito atrasada com essa crônica.







quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Chorar faz bem





Agradeço a Deus o dom de chorar.
Sensibilizar perante situações diversas e deixar o pranto invadir minha alma, deixar as lágrimas virem à tona e escorrerem torrencialmente. 

Eu ainda era bem criança e minha mãe me levou para assistir E.T. o Extraterrestre, nos cinemas de Belo Horizonte. Na hora que o bichinho está pra morrer eu comecei a chorar compulsivamente e minha mãe teve que me tirar da sala de cinema. Foi assim soluçando e chorando alto que deixei minha mãe perplexa e envergonhada. 

Outra vez foi quando a princesa Diana morreu. Nossa, eu chorei mesmo, ela não merecia, era uma santa, tão bela e tão sofrida. 

Também fiquei estarrecida quando três amigos morreram de acidente de carro na estrada mais viajada por todos os meus familiares e amigos mais próximos. Eu passei por meses em estado de luto, impressionada, sonhava com eles e comigo morrendo naquela situação, chorei por muito tempo. 
Lembro-me de sentir que meu “mundo caiu” quando Ayrton Senna morreu e quando o avião da banda “Mamonas Assassinas”, explodiu nos ares, matando todos de uma só vez. 
Mas, muito pior foi o dia 11 de setembro, muito chocante aquele dia, fiquei inconsolável. Como pode um avião se jogar cheio de gente num prédio enorme também lotado de gente? E outros ataques vieram em seguida deixando os repórteres boquiabertos e nervosos.
Nessa hora todos ficam perdidos. É o fim do mundo! O fim da esperança! O fim da credulidade humana! Nessas horas nada explica nada e o melhor a fazer é senti profundamente. No meu caso é chorar. Pra quê fazer piadas se o momento é de profunda indignação?

Eu e minha prima entramos no cinema para assistir ao filme "Sociedade dos poetas Mortos". Na hora em que o Robin Willian é demitido da escola e os alunos, antes cheios de travas morais, sobem um a um nas mesas, batendo seus sapatos e recitando “Oh, captain, my captain”. Poxa vida, eu me esmigalhei de chorar, minha blusa ficou molhada, eu segurava a mão da minha prima que chorava baixinho. Eu não me fiz de rogada, chorei de soluçar e saí do cinema com aquele narigão vermelho e os olhos inchados. Na verdade, ficamos chorando por semanas, eu mais do que minha prima. Toda vez que eu contava do filme para uma amiga era hora do pranto rolar de novo.

Choro por grandes tragédias mundiais, e principalmente por coisas do meu cotidiano, por um homem velho mendigando na rua, sem família, sem ninguém que olhe por ele. Choro por um cão sarnento sofrendo na rua até que sua morte chegue. Choro pela criança que sofre bullyng na escola, pelo "não" que devo falar ao meu filho, pela saudade dos meus avós que partiram. Choro de indignação, tristeza, saudade, alegria, felicidade, paz na alma, agradecimento a Deus. Enfim, eu choro!

Choro agora, enquanto escrevo essa crônica e penso em tudo que me faz chorar.

O mundo precisa de mais pessoas sensíveis.
E dizem que chorar faz bem. Alivia as tensões. 
Então, junte-se a mim e chore um pouquinho.





quarta-feira, 20 de julho de 2016

Terapia entre mulheres

Estou terminando de ler o livro “Que ninguém nos ouça” das autoras: Leila Ferreira e Cris Guerra. Eu já era fã das duas porque são mulheres de destaque em Minas Gerais e brilham com seus livros por todo Brasil.
A Cris eu conheci através do site “Hoje eu vou assim”. Gostei do estilo, comecei a ler sobre ela e ler suas crônicas espalhadas pelas revistas e jornais de Belo Horizonte. Ainda não li seu livro, o primeiro, “Para Francisco”, mas sou muito a fim de ler.
A Leila eu sou fã por causa do programa “Leila Entrevista” que ela apresentou por vinte anos. Já li um de seus livros “A Arte de ser Leve” e a considero uma mulher batalhadora e talentosa, dona de um sorriso cativante.

Estou enrolando para terminar o livro porque essa terapia entre mulheres não deveria ter fim. Toda conversa entre as duas começa com um e-mail educado da Cris Guerra elogiando o livro da Leila “Viver não dói”. Leila responde e aperta o gatilho para um diálogo profundo, terapêutico, entre duas mulheres que se ajudam entre palavras confortantes e elogios escancarados. Muita cultura impregnada, alto astral desabafos, depressão, raiva do mundo, medo de ficar sozinha. Arrependimento por não ter sido mãe. Falam de tanta coisa, as duas dão risadas e choram uma com a outra. Eu estava na plateia rindo e chorando também. Lá pelo final do livro eu sinto uma cumplicidade enorme e uma enorme congruência de pensamentos. (Nossa, será que essa palavra que saiu da minha cabeça de “supetão” existe mesmo?).
Cris fala para Leila:
- “Somos do mesmo planeta!”.
Sinto como se fôssemos do mesmo planeta! É uma dádiva quando encontramos pessoas que pensam como nós.
Leila responde para Cris:
- “Somos sim habitantes do mesmo planeta, um lugar onde viver dói muito, mas é mágico. Onde não se tem medo de sentir nem arriscar. Fazemos da palavra nosso salvo conduto, nosso Prozac. Mas, só elas não bastam. Temos de provar, experimentar, dar a cara a tapa. Mulheres-mergulhadoras, que vão lá no fundo dos sentimentos, sem garantia de voltar à superfície.”.  
Peraí, essa sou eu falando ou elas que falam por mim? Pronto, elas me fisgaram porque a fala se confundiu, o sentimento é igual. Podemos dar as mãos e caminhar juntas.
Gentes, porque vocês tem que ser tão sinceras? Isso é bom demais da conta, sô! Num mundo de “facebookers” onde todos são felizes, o lado da tristeza, separações, filosofias, fica restrito aos bons livros.
É tão legal quando uma levanta a bola da outra. E assim vai crescendo uma relação de amizade. Apesar dos pesares somos alegres e temos amigos! Cada uma com seu problema, mas sorrindo sem cerimônias.
Leila também escreve uma frase que é minha cara, falando sobre como elas são e como eu também sou:
- “ Pensar não faz parte do planeta que viemos. Sentir vem antes e geralmente prevalece. Essa é nossa virtude e também nosso pecado mortal.”
Se alguma outra mulher se identificou com esse texto, essa é minha dica de livro: “Que ninguém nos ouça”, das ótimas e sensíveis Leila Ferreira e Cris Guerra.  

terça-feira, 31 de maio de 2016

A Duquesa - filme comentado

Assisti a um filme que achei bom. Não é espetacular, mas a história da Duquesa me chamou a atenção. Veja a sinopse:
A Duquesa (no título original em inglês, The Duchess) é um filme britânico de 2008, um drama dirigido por Saul Dibb e vencedor do Oscar de melhor figurino, baseado no livro de Amanda Foreman, um best-seller sobre a vida da aristocrata inglesa do século XVIII Georgiana Cavendish, Duquesa de Devonshire. Foi lançado em Setembro de 2008 no Reino Unido e as filmagens ocorreram entre 17 de setembro e dezembro de 2007.
Georgiana Spencer (Keira Knightley) casou-se aos 18 anos com o Duque de Devonshire (Ralph Fiennes), que queria a todo custo ter um filho. Possuindo o título de Duquesa de Devonshire, logo Georgiana demonstrou sua inteligência e perspicácia perante a corte inglesa. Entretanto ela não conseguia dar ao duque um filho, com todas as suas tentativas de ficar grávida resultando em abortos ou em filhas.
Quando se casou, ela acreditou que aquele pudesse ser amor verdadeiro, alma gêmea, companheiro. Logo nas primeiras cenas ela comenta com sua mãe que ele não se interessa por nada que ela faz.  Ela reclama que o marido só se importa com seus cachorros, que os dois não conversam. Para minha surpresa, a mãe indaga à filha sobre qual assunto poderiam conversar? Ou seja, ela estava achando tudo muito normal. Sem conversas é melhor, seja submissa e dê o filho homem que ele tanto quer.
O Duque era um homem muito bruto, sem nenhum romantismo. Procurava sua esposa apenas para copular e, sem paciência com tantas roupas ele costumava cortar com tesouras e possuí-la.
Para piorar a situação a Duquesa pega o marido a traindo com a camareira de forma despudorada.  Essa mulher era humilhada constantemente e depois foi obrigada a criar essa filha ilegítima, fruto da traição do duque com uma camareira.
No meio de tanta solidão, a Duquesa conquista uma amiga e comete o pecado de leva-la para casa. Histórias assim nunca acabam bem. Ainda mais que a amiga era bonita e charmosa. Georgiana deu abrigo para a amiga por ela ter sido espancada pelo marido. Ficou com pena da situação da outra e acabou sendo prejudicada depois. A Duquesa viveu os piores dias de sua vida quando o Duque então resolveu trocar de quarto para sempre. Mudou de vez para o quarto da melhor amiga.
Mas, Georgiana não era de todo submissa. Ela tinha brilho nos olhos. Tinha estilo único, era inteligente, discutia política e por onde passasse chamava todas as atenções. Com seu envolvimento em um partido político conheceu Charles Grey e pressentiu mais uma chance de ser feliz.
No meio desse amor, ela declara suas intenções de terminar com tudo aquilo. Um casamento sem amor. Também diz ao Duque que está apaixonada. O Duque diz que ela ainda não cumpriu seu trato com ele de lhe dar um filho homem. Tem uma cena forte de estupro, pois ela já não mais o queria. Ela grita alto, as filhas escutam tudo atrás da porta. O filme acelera e o menino enfim nasce.
A situação da Duquesa melhora consideravelmente. Ela enfim acha que agora deveria lutar pelo amor a todo custo. A duquesa chega ao cúmulo de pedir ao marido para também poder ter um amante. É claro que o Duque discordou. A amante, que também sentava à mesa para todas as refeições chegou a interferir na conversa, reclamando ao Duque o direito igualitário de sentir prazer e tentar ser feliz. Claro que também não adiantou.
Comecei a misturar os filmes, e pensei que ela iria para a forca como Maria Antonieta. Principalmente quando a Duquesa aparece grávida do amante. Acho que foi a única noite de amor que ela teve na vida e ainda por cima engravidou.
Pois é nessa hora que pensei que ela fosse pra forca, ou ser decapitada, ou apedrejada. Nada disso, o duque e sua amante resolvem manda-la para uma viagem de férias e depois que ela deu à luz, a criança foi entregue para um tio do Charles Grey. A cena é muito triste, ela lá, toda acabada, entregando sua filha recém-nascida.
Daí, ela voltou ao seu maravilhoso castelo.
Coitada dessa mulher! Segurou todas as barras para ter direito a criar suas meninas. A primeira, filha da camareira, mas que ela criou como se fosse dela. As duas outras dela e o tão aclamado menino. A menina filha de Charles Grey ela apenas visitava.
Que vida sofrida! Sem amor de homem e ainda tendo que engolir amante dentro de casa.
A cereja do bolo eu descobri hoje, quando fui pesquisar sobre o filme na internet. O filme fez muito sucesso também pelo paralelo que fizeram da vida da Duquesa de Devonshire e a Princesa de Gales. Bonitas, cheias de energia e carismáticas, um guarda-roupa de dar inveja a qualquer plebeia e um grau de parentesco. Tudo isso somado serviu para alimentar as especulações sobre o filme e dar visibilidade a ele.
Nossa, parece um costume da monarquia!
O Duque de Devonshire, a Duquesa e Beth foi o primeiro triângulo amoroso famoso na monarquia, depois foi o Príncipe Charles, Diana e Camila. Ô povo depravado!
Duquesas, Princesas e plebeias. O que todas temos em comum?
A busca pelo amor verdadeiro.
Desde que o mundo é mundo essa é uma das mais árduas tarefas.
Mas, sem dúvida, eu prefiro ser mulher nos tempos de hoje. Antigamente a barra era pesada demais. E o pior de tudo, é que temos muito ainda que evoluir.
Não temos os mesmos direitos até hoje!
A luta continua!
Vale assistir a esse filme pela força dessa mulher apesar de todas as circunstâncias. Ela foi uma boa mãe pa

sexta-feira, 29 de abril de 2016

A Grande Maça e a vida teconológica

Não vou falar de Nova York, que foi apelidada dessa forma. Vou falar de outra grande maça que existe por aí, a empresa Apple.
Começo com uma pergunta: - O mundo seria mais tranquilo sem tantas “ID´s”, senhas e cartões de crédito?
Tive um problema com meu celular. Arthur pediu para comprar um jogo e eu acabei cedendo, afinal era apenas U$4,99 dólares. Entrei no site da Apple e comecei o procedimento do cadastro do cartão de crédito. Depois que criei nova senha, daquelas que tem que ter letra minúscula, maiúscula, números e no mínimo 8 caracteres e não pode ser fácil, nem média, tem que ser muito segura. Daquelas senhas que faz você inventar uma coisa sem sentido e que talvez você nunca mais lembre. Enfim, depois de muito tempo perdido, fiz o que tinha que ser feito. Depois de ser cliente há cindo anos e nunca ter comprado nada pago, apenas os aplicativos grátis. Enfim, deu tudo certo! Me senti moderna, tecnológica e avançada. O problema é que eu deveria ter lido mais sobre os cuidados com a segurança. Porque está tudo explicado no site, que você pode controlar tudo do aparelho de celular. Dentro de Ajustes, Geral, Restrições, você pode restringir tudo que quiser.
Ok, mas, como eu já tinha perdido muito tempo passei essa parte. Daí, eu não tinha ideia do que poderia acontecer. Fiquei com a sensação de que tudo estava tudo dominado.
Nesse último feriado de 21 de abril, estava num hotel fazenda relaxante com marido e filho. De repente começo a receber notificações por e-mail e o remetente era a Apple Store. “Obrigada pela compra. Foi faturado do seu cartão U$99,90.”.
Olhei abaixo desse tinha mais uns dez e-mails todos da Apple. Respirei fundo e fui abrindo um a um. Cada um deles agradecia a compra de potes de ouro no valor de U$99,90 do jogo “Crash of Clans”.
Meu estômago começou a embrulhar. Olhei para os lados e meu marido e filho já estavam dormindo. Fiquei engasgada com aquela maça podre na minha garganta e depois ela fermentou a noite toda na minha barriga. Sonhei com muitas maças e como me livraria daquele problema tão “big”.
Meu filho fez compras no valor de U$1.350,00 no cartão de crédito do meu marido, que convertidos daria o valor de R$4.725,00.
Nessa hora desejei profundamente voltar aos tempos antigos. Ou talvez se os celulares servissem apenas para fazer ligações e mandar mensagens.  Agora, o celular faz tudo, é um aparelho muito interessante. “Esse bichinho faz tudo, né, Ina” Falava meu avô ao ver que o celular fotografa, filma, manda mensagens, conversa com imagem ao vivo para outros países, localiza casas, localiza pessoas, tem todas as informações do mundo que você precisar. Um trem de doido, isso que eu escrevi é apenas dez por cento do que um celular pode fazer hoje em dia. E eu uso o celular como uso meu cérebro, quase nada.
Comecei a pensar na dificuldade em falar com atendentes daquela grande empresa. O site é assustador, pois na escolha do país você vê o Mapa Mundi e aparece uma lista infinita de países. Quis relaxar, segurar na mão de Deus, pensar positivamente. Mas, quanto mais pensava pior ficava.
Esses aplicativos, essa tal de ICloud, essas tantas imagens e informações que espalhamos por aí. Como pode ser?
Imagino que se existir uma próxima guerra a informática será um lugar ideal. Guerra de informações, vazamento de informações, hackers na CiA, na ONU, na NASA. Imaginei tanta loucura nesse nosso mundinho de Deus que não consegui dormir de novo.
Imaginei a Grande Maça explodindo, canhões, exército, pessoas invadidas, sem privacidade, sendo chantageadas e roubadas através de todos os dados que um dia jogaram na internet.
E essa nuvem , Jesus, não consigo compreender tanta informação! Recebi mensagem no meu endereço eletrônico falando que minha nuvem está cheia, mas eu nem tenho ideia como faço para esvaziá-la. Se alguém quiser pode me explicar isso melhor. Esse negócio de tudo conectado também é muito bom, mas é ruim. Ou seja, essa história é papo que não acaba em uma crônica.
Eu nem posso reclamar, pois sou fã do facebook e do snap chat. Nunca tive problema e nunca tive que pagar para utilizar essas redes. Mas, quando envolve cartão de crédito é bom sempre ter um pé atrás. Daí, pra me tranquilizar no meio dessa nuvem de caos eu fui afogar minhas mágoas com cerveja e caipirinha.
Esperei ansiosamente segunda feira chegar pra falar com o suporte técnico. Estava preparada para passar a semana resolvendo esse assunto. Pensei em ir ao Procon e, em último caso, contratar um advogado especialista em internet. Enquanto esperava uma mensagem em inglês pedindo para eu esperar, coloquei o áudio em viva voz e fui almoçar. Fui surpreendida no meio do prato com a voz de um atendente jovem que prometeu resolver todos os meus problemas. Falei o texto que ensaiei por dois dias na minha cabeça e ele me respondeu assim:
-Estou aqui para resolver seu problema. Posso ver que tudo não passou de um engano. Que seu filho pegou o celular e fez compras não autorizadas pela senhora. Compreendo perfeitamente e já irei cancelar todas as compras. Vi também no sistema que todas foram feitas pro mesmo jogo e no mesmo dia. Ok, aguarde mais uns minutinhos.
Eu respondi segurando o grito de felicidade no peito:
- Espero o tempo que for necessário.
Rapidamente ele respondeu:
-Acabei de cancelar o valor de U$1.350,00 em compras.
Eu comecei a falar alto e alegremente falava:
-Graças a Deus, obrigada Jesus. Pensei que meu marido fosse me matar quando recebesse a fatura do cartão.
Ele riu do outro lado e me perguntou se agora eu estava mais tranquila. Claro que estava. Preparada para beber uma champanhe, só que não, em plena segunda-feira pós feriado, não rola.
O nome desse atendente príncipe era Bruno e a empresa que ele trabalha, Apple. A partir desse momento eu achei que o mundo poderia continuar a ser tecnológico, desde que as empresas respeitassem seu consumidor que é novo e ainda está aprendendo com tantas novidades no mercado. A Apple passou a ser “big” pra mim. Merece todo sucesso, o atendimento ao cliente é sensacional.
O mundo não vai mudar porque você quer.
O passado não volta jamais.
Não tenha medo do futuro.
Abra sua mente.
Aprenda coisas novas.
O mundo é uma maça que quer ser comida.
Então, coma-a.  



terça-feira, 26 de abril de 2016

A poesia é um lugar imortal





O tempo passou.
Um ano...
Ás vezes parece tão pouco! Às vezes parece muito!
A saudade carnal aperta, ora afrouxa. Dependendo do estado de espírito. Nada será como antes. Temos que estar preparados. O corpo padece e morre a cada dia. Temos que saber o preço da existência que é nossa própria finitude. Temos que entender o lado misterioso da vida. Temos que crescer e evoluir espiritualmente. Temos que crer num Deus bom e que Jesus morreu na cruz para nos salvar do pecado e nos conduzir à vida eterna. Temos que viver e um dia temos que morrer.
Eu gosto de recordar. Por meio da recordação crio um elo com meus avós e revivo sua existência. Escrevo tudo que me vêm a memória e poetizo para ritualizar a história e transformá-la em conto. Posso brincar com meu passado, trazendo-o para o presente e gravando-o para sempre no meu futuro.
Apesar de tudo dentro de mim, tenho a certeza que a recordação pode ser um quadro na parede, mas nunca a mobília principal. Temos que saber enterrar nossos mortos.
Aos poucos meus avós se transformam em poesia
Poesia é o lugar da imortalidade.
Quando a presença física não existe mais
A poesia é capaz de me fazer ver, sentir, ouvir.
Vejo-os em sonhos, tempos variados.
Vejo-os novos e velhos, cabelos pretos e cabelos brancos.
Vejo-os através de objetos.
Sinto-os através de suas histórias,
Ouço-os através de seus ditados e modos de falar.
Cheiro-os através de comidas, roupas, livros antigos.
Vejo o pêlo gigante do braço de vô, que cresceu por 98 anos. Sua mão calejada de tanto trabalhar.
Sinto a pelanca do braço de vó, a pele fininha e macia.
Ouço minha avó responder quando alguém fala: Estou com fome! E ela dizia: Mata o homem e come!
Ou então: O quê é isso? E ela atrevida respondia: - “Chouriço, sua casa tem disso?”.
Vejo-os andando de mãos dadas pelas ruas de Itabira. Na terra de Drummond a poesia caminha de mãos dadas com meus avós. Ainda hoje estão pela Rua Tiradentes, dando aquele adeus da sacada do Solar dos Rosas. Nunca deixarão de existir. Vejo-os nitidamente.
Sempre sonho com os dois. Alimento os sonhos com fotos e lembranças e me deleito à noite com a “presença” dos avós queridos. É comum nos sonhos que eu tenha a certeza que eles morreram e eles conseguem falar que estão vivos e olhando por nós.

Não deixe essa mágica morrer, não mate os sonhos que existem dentro de você! Vamos manter a história deles no ar, vamos alimentar nosso coração apenas com boas lembranças. 

quinta-feira, 17 de março de 2016

Paraíso na Terra




Meus avós tiveram seu paraíso na Terra.
Um verdadeiro Jardim do Éden.
Árvores frutíferas, flores, aromas, sabores.
Não há tempo ocioso para homem trabalhador
Com um pedaço de chão.
Sempre há algo a plantar e podar.
Tem para comer, para enfeitar e para temperar.
Naquele paraíso descobri sobre as plantas, sobre os insetos.
Pelo formato da folha sabia dizer qual o nome da planta.
Hortências de vó, variados tipos de Rosas de vô.
Acerolas, jabuticabas, pitangas, laranjas...
Tem pé que dura um centenário, como as jabuticabas e pitangas.
Outros como laranja e mixirica, o prazo é bem menor para dar bons frutos.
 A vó pede temperos que a gente demora a identificar,
Mas agora já sei o que é erva doce, manjericão, coentro, salsa, cebolinha...
Hoje meus avós partiram para outro paraíso.
Foram anjos na Terra e agora no céu.
Deus coloca paraísos para todos nós na Terra,
Devemos aprender a cultivá-los.
Cuidar da terra, oferecer nosso melhor para que ela nos dê seu fruto.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Quarta-feira de cinzas



Hoje é quarta-feira de cinzas e se inicia um momento de reflexão e penitência para os cristãos. Para quem crê no Evangelho e durante quarenta dias se purificam e se preparam para a Páscoa.
Pra falar a verdade, eu sou e quase me esqueci... Agora estou lendo minha folhinha Mariana, colocando a leitura do Evangelho em dia, estou tomando consciência.
Com tanta cerveja, tanto bloco, tanta fantasia, churrasco, sol e piscina eu nem sabia que dia era hoje! Hoje é dia 10 de fevereiro e eu saí pra fazer uma compra bem diferente. Nada de carnes, cervejas e salgadinhos fritos. Nada de chocolates, energéticos, queijos e salaminhos. Troquei tudo por muitas frutas, legumes, queijos, peixes e pães integrais.
Primeiro precisei colocar a casa em ordem. Guardei todas as roupas e fantasias, tudo de piscina, toda maquiagem, todo brilho e purpurina. Perdi o foco do que eu estava fazendo. “O que é mesmo que eu estava fazendo?”.
Coloque a cabeça no lugar agora e pense de onde parou! Comece imediatamente, Karina. Sou eu falando pra mim mesma desde ontem à noite. Quando li o livro o Poder da Mente, descobri a força do pensamento. Durma pensando numa frase, e à noite, durante o sono, seu cérebro irá maquinar a mesma frase à exaustão, até que você acredite naquela verdade. Por isso não devemos passar mensagens negativas para nós mesmos.   
Bom, é isso, na verdade, esse pensamento é só para lembrar a mim mesma que o carnaval acabou.
Quero deixar para vocês uma curiosidade que achei na internet sobre o dia de hoje: Acabou o carnaval, bora trabalhar que o Brasil não está pra folia! Foco, força e fé. O ano começou.



“A origem deste nome é puramente religiosa. Neste dia, é celebrada a tradicional missa das cinzas. As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimônia utiliza essas cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

Na Quarta-feira de Cinzas (e na Sexta-feira Santa) a Igreja Católica aconselha os fiéis a fazerem jejum e a não comerem carne. Esta tradição já existe há muitos anos e tem como propósito fazer com que os fiéis tomem parte do sacrifício de Jesus. Assim como Jesus se sacrificou na cruz, aquele que crê também pode fazer um sacrifício, abstendo-se de uma coisa que gosta, neste caso, a carne.”