sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Mulheres sedutoras

22/10/2015



Cheguei à minha sessão de terapia “coaching carreira” feliz a cantar. Pensei que me conhecesse, por me analisar o tempo inteiro através de meus textos. Isso facilita bem, principalmente o raciocínio de iniciar, desenvolver e concluir uma situação. O que eu quero é desenvolver minhas habilidades, meus talentos naturais com apoio profissional. Duas cabeças pensam melhor que uma. Não é Marta?
Como uma mulher sedutora, ela me convidou para a palestra que iria dar logo em seguida à nossa conversa. Eu, como uma mulher sedutora, aceitei, me adaptando à nova situação. Como mulheres sedutoras, a equipe do Espaço Dornelas aceitou o desafio e se entregou de corpo e alma. Como mulheres sedutoras, aprendemos novos conhecimentos para compartilhar com nossas amigas, mas principalmente para ficar cada dia melhor com nossos próprios ideais. Como mulheres sedutoras queremos mesmo é nos divertir nessa vida e tirar o maior prazer que pudermos dela.
Então, pra mim, ficou a seguinte mensagem: uma mulher sedutora é uma mulher que tem coragem, tem sede de conhecimento, faz muitas coisas bem ao mesmo tempo, encanta a todos à sua volta.
Essa aí sou eu, satisfeita e mais feliz que nunca aos 40 anos. Estou plenamente feliz. Fiz umas fotos na minha festa de aniversário que ficaram bem naturais. Temos que saber que o padrão de beleza é uma ditadura imposta pela mídia. Imagino como todos que trabalham num salão de beleza sofrem com os pedidos das mulheres que querem ficar iguais às artistas da revista. Esse padrão inatingível é ao mesmo tempo massacrante. Pois, a informação é importante porque tem muitas que não tem conhecimento do quanto àquelas imagens são manipuladas pelo computador. Mesmo que uma determinada atriz não queira, (como a Kate Wislet) ela é cortada, alinhada, sugada pelo “photoshop” até que se torne um manequim do padrão de beleza que a mídia impõe. Gostei demais da frase da Cindy Crawford: “Eu queria ser bonita como a Cindy Crawford.” A top das top não se reconhecia estampada nas propagandas de tão manipulada pelo computador.
Uma mulher sedutora tem ferramentas para saber escolher o que quer, pra ela ser feliz do jeito que ela é.

Obrigada, Marta, pela sua generosidade em me convidar. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Ai de mim, que sou romântica!



 Quando tinha doze anos assisti ao filme “Um Encontro com o Passado”. Aquele filme me encantou por vários motivos: a trilha sonora belíssima me emocionou, o ator Christopher Reeve (que era famoso por fazer o Super Man) e o enredo. Um homem vai para um antigo hotel e se apaixona pela moça da foto. Descobre que a moça era uma antiga atriz de teatro que se apresentava ali. Ele estuda as possibilidades de encontrar aquela mulher, para isso ele tem que voltar ao passado. Depois que consegue, os dois se apaixonam loucamente e vivem uma linda história de amor. Mas, ao ter contato com uma moeda do tempo em que ele saiu, ele volta para o presente. Ele fica desesperado, entra numa depressão e acaba morrendo de amor. Na última cena, envolto às nuvens eles se encontram no céu. Porque amores eternos são assim. Nunca morrem.
Minha mãe comprou o vinil e eu colocava o tempo todo na vitrola aquela música maravilhosa, dos anjos. Sempre muito sensível, eu ficava imaginando quem era meu amor eterno e se nessa vida iríamos nos encontrar.
Sempre chorei e continuo chorando ao escutar essa trilha sonora e outras como: Once Upon a Time, Cine Paradiso, O Carteiro e o Poeta. Meu músico predileto para trilhas sonoras de filme é Ennio Marricone. Mas, o que me seduz mesmo são histórias de amor eterno.
Se você não sabia, Drácula é uma história de amor eterno, por isso, sempre fui apaixonada pelo filme. O melhor é o de Bram Stocker, retirei sua sinopse da internet: “O filme conta a história do líder romeno Vlad Tepes (Drácula), que, ao defender a igreja cristã na Romênia contra o ataque dos turcos, tem sua noiva Elisabetha enganada: esta crê que seu amado morreu e então atira-se no rio chamado "Princesa". Vlad, ao retornar da guerra e constatar a morte de sua amada, e condenada ao inferno (pois se matara), renuncia e renega a Deus, à igreja e, jurando só beber sangue a partir daquele momento, sendo assim condenado à sede eterna, ou seja, ao vampirismo.
Quatro séculos se passam, e ele redescobre a reencarnação de Elizabetha, em Londres, agora conhecida como Wilhelmina Murray (Mina). Jonathan Harker, noivo de Mina, parte a trabalho para a mansão do Conde Drácula, onde irá vender dez terrenos na área de Londres para este estranho Conde.
Lá é feito prisioneiro, enquanto o conde se encaminha à Inglaterra para reencontrar sua amada.
O resto do filme consiste em uma busca desesperada e sofrida do amante para reconquistar sua amada.”.
A última cena é maravilhosa, quase Romeo e Julieta, ela corta a cabeça dele para libertar sua alma e depois se mata. Os dois morrem juntos, para ficarem juntos pela eternidade. Eu choro, choro, choro, até hoje. Filme maravilhoso, merece ser revisto mil vezes. E a trilha sonora também é de primeira linha. Quem assistiu Drácula de Bram Stocker nunca vai gostar da série Crepúsculo.
Para minha surpresa, ontem na Rede Globo, estava assistindo à novela Além do Tempo, com enredo desses que gosto, de amores que ultrapassam uma encarnação, um tempo.  Maravilhosa a transição de ontem, saindo do século dezenove e passando para os tempos atuais. Os amantes, que morreram juntos afogados num rio, se encontram no metrô de São Paulo. Nem se compara às produções que citei, mas valeu perder meu tempo na frente da TV.
Sempre sonhei em achar um amor poderoso assim, e aos vinte e um anos pude sentir as dores infernais de uma paixão avassaladora. Porque amar é sofrer! E como! Por isso, amigos, tem tanta gente acomodada aí planejando vidas e matrimônios sem dor, sem coragem e sem enfrentamento. Encontrar a alma gêmea é sentir dentro do coração que mesmo tendo que enfrentar o mundo inteiro, você não consegue viver sem aquela pessoa ao seu lado.
Se você encontrar sua alma gêmea sentirá o coração pular pela boca. Terá que ter coragem, pular de abismos, cortar cabeças, entrar em estado de hipnose e voltar ao passado, matar ou morrer. Para ficar com seu amor verdadeiro vale tudo. Ir contra a família, mudar de país, de sexo, de vida, de religião...
Não sei por que penso assim, sou uma mistura de filmes que vi, livros que li, novelas que assisti e músicas que ouvi.
Como diria Rita Lee:
-“Ai de mim, que sou romântica!”.




quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Festa no céu - Vó Tide, amada!




27/04/2015
Morte de vó Tide

Se o céu está em festa
A Terra está chorando.
Queria ser aquele sapo atrevido
Que entra no violão para participar da festa.
Mas, não tenho asas para voar.
E depois, tem que ter convite para entrar.
O céu está em festa e a Terra a chorar.
Deus resolveu colher “Rosas” para a festa decorar!
Nós aqui, sapos ainda temos muito que enfrentar.
Aprender a andar é fácil, quero ver aprender a voar!

A família perdeu uma fonte que jorrava forte e nos dava de beber: Fonte de amor, carinho, mimo, cafuné, apoio incondicional. Nem sabemos mais como agir. Ainda continuaremos aqui aprendendo que a vida não é fácil. Seguindo os caminhos para um dia sermos convidados para essa grande festa.
Vó Tide não quis esperar mais. Após doze dias que seu marido faleceu, ela já estava pronta a esperar. Beijava sua fotografia no "santinho" e dizia baixinho: "Vem me buscar, meu amor."

“Eu não sabia que minha história era mais bonita que a de Robison Crusoé.” Já dizia Carlos Drummond de Andrade, no poema “Infância”.

Essa história de um amor eterno que nem a morte pode separar é digna de cinema. Juntos eles nos ensinaram o significado real das palavras FAMÍLIA, COMPANHEIRISMO, CUMPLICIDADE, UNIÃO, CARINHO E AMOR.

Despedimos de um casal apaixonado que fica na lembrança do povo de Itabira nas caminhadas de mãos dadas pelas ruas. Despedimos de uma casa mágica que ficou escura sem a presença dos dois.  Sentiremos eternas saudades daquele “tchau” na sacada.
Fiquem certos que a dor vai passar, pois a beleza dessa história irá nos consolar. 

Vai, vó, passear de Elba com seu eterno namorado. Lá tem vestido de oncinha, brinquinho de pérola, chá, bananinha prata, maça, gelatina e baralho pra jogar. E o que é melhor: tem vô pra namorar!

Um dia não quero ser mais sapo pra poder voar livremente a te procurar.


sábado, 17 de outubro de 2015

Energias telúricas na praia


Vô apareceu de sunga nos meus sonhos! Porque eu estava na praia, e lá no hotel, dormindo, ele me visitou. Foi lá pra me dizer que também estava presente. Ele e vó. Só que vó estava escondida debaixo do guarda sol. Eu deveria saber. Ela e sua pele branca de boneca porcelana, descendente de avô que veio de Portugal aos 13 anos para trabalhar e mandar dinheiro para a família pobre.
-Ina, você vai querer milho? Ou picolé? Toma aí.
Era assim mesmo, toda hora ele oferecia e tirava dinheiro de dentro da sunga. Meu avô Rosa gostava de clube, mas na praia ele ficava igual pinto no lixo. Se você ainda não ouviu esse ditado pode parecer um pouco estranho. Fiquei sabendo que pinto fica feliz no lixo porque tem onde ciscar. Pois é, agora que você já sabe vai passar a usar mais esse dito popular. Enfim, voltando ao meu avô na praia. Ele ficava preto pretinho e não passava filtro solar. Lembrando que ele nasceu em 1916 e não existia filtro, mas depois ele me dizia que sua pele estava curtida e que ele era preto mesmo. Com 98 anos sua pele estava repleta de pintas gigantes, mas, nenhuma deu trabalho, nem doença para ele ao longo desses anos todos. Realmente o sol era muito amigo de vô.
Pensar em praia é pensar em vô Rosa. Meus pais já os convidaram para viajar juntos e a viagem ficava mais divertida. Vó gostava de escrever nos guardanapos que encontrava pelos restaurantes. Naquela época eles eram grafados e ela coloca a data e o nome das pessoas que estavam no restaurante. Vô gostava de peixe frito, cerveja e uma cachacinha da mineira.
Minha mãe se lembrou de um caso ótimo e escreveu no livro das Bodas de Vinho. Vou transcrever aqui:
Meu sogro tem o apelido de “Rosinha” desde seu nascimento, porque seu pai era o “Doutor Rosa”, médico muito conceituado nesta cidade de Itabira.

Este apelido trouxe muito embaraço para ele, por diversas vezes. Chamado ao telefone da loja Rosa e Felipe, o freguês queria falar com “dona Rosinha” e nada fazia aceitar que “Rosinha” era um homem, casado com a “Tide” de Nova Era.
Algumas pessoas passaram a chamá-lo de “Seu Rosa” à medida que foi envelhecendo e tomando um ar mais sério.
Algumas vezes um amigo passava por perto e exclamava: “olá, Rosinha, e quem passava ao lado olhava com interrogação, que nome para se colocar num senhor???

Mudando para outro fato interessante, num período de férias  que fomos em Guarapari ES/eu, Mauricio, Matilde, nossos três filhos,Henrique, Karina e Alexandre com 2 anos, hospedamos no condomínio Caparaó  onde alugam os apartamentos de quarto e sala, muito simples mas de frente da praia das Castanheiras, no centro da cidade.
Ao lado do prédio havia uma enorme castanheira onde se escondiam na sombra, os jogadores de “bicho”, jogo proibido pelo governo, mas lá era liberado.
Rosinha sempre foi jogador assíduo e todos os dias, ao se levantar,corria para debaixo da árvore para fazer seu joguinho antes de sair para a caminhada na praia.Certo dia eu lhe disse que havia sonhado com alguns números e lembrei de todos, mas o bicheiro não apareceu, e nós, presos sem poder passear.Até que ele decidiu largar aquele vício para la e fomos ao passeio. Voltamos tarde e fomos dormir. No dia seguinte, bem cedo ele foi conferir e tinha dado os mesmos números, ele ficou pensando em tudo que poderia fazer com aquele dinheiro, mas a sorte já havia passado.
Foi só naquele dia, não saiu nem sombra de prêmio.

                    Maria Raquel Penido Rosa- 28.07.2012

Pois é, olha só que sacanagem com meu avô. Justamente no dia que ele não fez a fé dele, os números saíram. Sabe-se lá qual plano Deus tinha pra ele. Acho que foi melhor assim. Só sei que o vício de apostar na sorte não passou nada. A vida inteira meus dois avôs fizeram apostas na casa lotérica.

Acredito que após a morte nosso corpo e alma são devolvidos ao cosmos em forma de energia. Pude sentir meus avós lá em Trancoso. Senti meu avô Arthur nas praias de Porto Seguro. Ele foi convocado na Segunda Guerra Mundial, esteve lá enfrentando o medo e protegendo a costa brasileira.  
Eu parei pra olhar o céu, uma imensidão de estrelas e pensei que eles poderiam estar ali, pois foram estrelas em nossa vida. Luz volta a ser luz. Trevas volta a ser trevas. Dos meus olhos escorreram lágrimas que ao chegarem à minha boca me trouxeram o gostinho do mar. Dentro de nós existe um mar imenso de possibilidade. Eu escuto e vejo os sinais. Choro ao contemplar a imensidão do universo, a grandeza de Deus e o mistério que ronda tudo isso. Só posso ser grata. Eu choro em ver tanta beleza.

E que todas as energias boas que meus avós cultivaram aqui na Terra voltem ao Cosmos e aos seus. Seremos sua eterna família, eterna linhagem! E um dia voltaremos como eles ao universo. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dica da KK




Esse texto não é meu, mas achei bacana publicar.
Pra que fique bem claro!

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos: Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. 
Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos e, às vezes, perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo.
Diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. 
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba. Mas, porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é".


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Queria ser apenas eu mesma




Querida Paula Pimenta,

Eu sinto às vezes que queria ser você, pois seu sucesso me inspira e estimula.
Começamos juntas em 1994 cursando Publicidade e Propaganda na PUC de Belo Horizonte. Formei em 1998 com aquela sensação que ia trabalhar o resto da vida numa agência de propaganda. Eu não fiz intercâmbio, mas sempre tive vontade. Sempre gostei do “Menudo” e de todos os filmes e músicas que você recomenda nos seus livros. De vez em quando, ao ler suas crônicas sinto como se fosse eu. Temos tantas coisas em comum!
Mas, como todos nós somos indivíduos, temos nossas particularidades.
Isso sim é bem legal! Cada um tem uma história pra contar e como já dizia o slogan da marca Free de cigarros da década de 90: “Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum.”
Diferente de você eu sou uma menina do interior. Adoro casa de vó e fui criada no quintal chupando jabuticaba. Sem faculdade na minha cidade, fui obrigada a vir estudar em Belo Horizonte. Meu mundinho virou mundão!
Morei sozinha e aprendi com 16 anos a fazer tudo sozinha. Acordar bem cedo, pegar ônibus para variados lugares, pagar contas em banco, cozinhar e fazer faxina. Quantas vezes eu chorei baixinho, sozinha em meu quarto, querendo um colinho de mãe, de pai ou de vó e não tinha nada disso. Pra piorar a situação não tinha namorado, mas tinha muitas amigas.
Queria ter feito intercâmbio, mas minha mãe achava muito caro.
Fui fazer Publicidade e Propaganda na PUC e desejei ardentemente viajar para o exterior. Mas, o destino me pregou uma peça. Depois de tantos anos sem namorado, já quase formando o cupido veio com sua poderosa flecha do amor e me prendeu à um homem daqui de Beagá. Pra piorar mais ainda, um homem com raízes fortes aqui na terrinha, com um ex casamento e filhos pequenos. Ele não desejava como eu morar no exterior e nem podia. Justo no momento de trabalhar e alçar novos voos, o anjo cupido que tanto chamei em minhas orações aparece e acorrenta ao coração despedaçado de um homem divorciado.
Pois é, será que esse meu destino já estava escrito? Maktub, como os árabes dizem, “já está escrito nas estrelas”.
Sei lá, Deus escreve certo por linhas tortas. Mistérios do destino. Eu não tinha olhos pra mais nada.
Ganhei uma viagem pra Londres depois da formatura em 1998, pensei que seria uma ótima oportunidade para não voltar. Que nada! Contei os dias para ele chegar e me buscar, voltar e amar! Como é bom amar e ser amada!
Resultado: casamento e um filho lindo que já tem quase 9 anos.
Quando assustei uma década se passou. O que eu tenho? Um currículo que nenhuma agência de propaganda quer e um monte de crônicas entulhadas na gaveta.
Desde criança sonho em ser escritora, agora me vejo de novo diante desse sonho.
Nós duas sabemos que nosso destino foi construído por causa de pequenos detalhes. O que falta em você eu tenho. O que falta em mim você tem. Será que nunca conseguiremos ser plenamente felizes?
Cada um carrega uma história que é só sua, e isso faz cada um muito especial e individual.
Outro dia vi esse texto numa propaganda e fiquei encantada:
“Seu nome carrega uma história que é só sua. Ninguém pode apagar. Porque só existe um de você. E é isso que importa no final. Sua história é única!”
Sendo assim fiquei mais feliz, respirei fundo e pensei comigo: Não quero ser a Paula Pimenta, quero ser eu mesma. Agora é só arregaçar as mangas e trabalhar duro!
Obrigada por servir de inspiração para tantas pessoas como eu que nunca desistem dos seus sonhos.