sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Eu te amo porque te amo


Eu amo você do jeito que você é!
Cada um é de um jeito, tem seus modos,
Seus pensamentos, seu modo de vestir, de caminhar, de falar.
Cada um gosta do café de um jeito. Com açúcar ou sem açúcar. Forte ou fraco.
Enfim, eu te respeito.

Eu te amo do jeito que você é e ponto final.
Um amor incondicional como o de Jesus.
Você pode ser quem for, mas Jesus perdoa.
Se entregue a esse amor! O amor incondicional.
Aquele que guarda mais palavras de compreensão do que de apreensão.

Quero amar mais meu irmão e sempre ter palavras bonitas para ele.
Menos críticas e mais elogios. Estes fazem tanta falta.
Eu te amo porque te amo,
Assim, sem explicação.
Amo minha família como a um irmão.
Eu te amo porque te amo.
Porque o amor é assim mesmo,
Sem noção. É pura emoção.
Aprender a amar sempre mais e melhor é meu desejo.
Passamos tanto tempo sem falar palavras carinhosas uns para os outros.

Que possamos aprender a elogiar mais e criticar menos.
As palavras são capazes de despertar vários tipos de sentimentos em nós. Depende da palavra que você escolhe pronunciar. Que saibamos usá-las com sabedoria e com amor no coração.
Amar sem cobranças, amar por amar.

As cobranças e as críticas nos afastam, o verdadeiro amor nos traz pra perto.

O falso amor nos quer mudar.

O verdadeiro amor nos faz transformar, sem sentir, sem querer.
Bastar ORAR. Oração leva à mudanças maiores.



sábado, 21 de fevereiro de 2015

Ponte entre Deus e as pessoas



Em minhas orações sempre peço a Deus para ser instrumento de Sua vontade.
Hoje eu fui fazer compras no supermercado e via moça que trabalha no estacionamento mancando com uma bota ortopédica. Normalmente não a vejo andando, vejo-a pela janela do meu carro e ela fica sentada horas numa minúscula cabine. Ela é uma loira, pálida, com rosto marcado pela vida de duros trabalhos.

-“Uai, menina, o quê você arrumou no pé?” Perguntei àquela mulher que já virou minha amiga, pois pelo menos três vezes por semana nos falamos um pouquinho. Mesmo pela janela, procuro lhe dar um sorriso para aliviar as tensões do dia. Se eu estou estressada, imagina ela? O dia inteiro entregando bilhetes para motoristas carrancudos e pouco educados.

Ela me respondeu que já estava assim há dois anos. Foi atropelada na Avenida Nossa Senhora do Carmo e teve fratura exposta. O DPVAT pagou três mil reais na época e ficou por isso mesmo. Até hoje ela faz fisioterapia e anda com a bota ortopédica pela rua afora. E quem paga por isso? O carro que a atropelou? O governo? Não. Ela mesma. Com um mísero salário de atendente de estacionamento e ela ainda tem que pagar caro o resto da vida por ser atropelada por um descuidado qualquer. Poderíamos ficar ali lamentando tanta desgraça, mas eu preferi mudar o rumo da conversa. Para quê lamentar?

Observei com mais atenção os pés dela e as botas estavam em estado calamitoso. Já estavam furadas pelo esforço de andar muito no asfalto.
-“Preciso trocar de bota mas, não tenho dinheiro. Meu salário é todo contado. Onde vou arrumar cento e cinquenta reais?

Meu olhar, antes de tristeza e indignação começou a brilhar de felicidade.
Como num filme passou pela minha cabeça em milésimos de segundo uma bota ortopédica que Paulo comprou há uns cinco anos atrás quando torceu o tornozelo.
-“Você acaba de ganhar uma bota de Natal!” Disse a ela, exultante de felicidade.
Dei um abraço para confortá-la e para que ela tivesse tempo de refletir sobre o acontecido.

Para quê ficar se lamentando se até nas piores tragédias sempre tem o lado positivo. Chegamos à conclusão que o melhor que temos a fazer é agradecer por esses momentos mágicos que passamos pela vida.

Estou satisfeita por ser uma ponte entre Deus e as pessoas.
Quando você pensa que Deus não está olhando pra você, veja o que Ele faz!
Não quero aqui fazer propaganda de minha caridade.

O mais importante é a atenção que sempre dispenso às pessoas que fazem parte do meu cotidiano. Principalmente os mais necessitados.
Estou muito feliz por fazer alguém feliz.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O quê é sucesso pra você?


Sucesso é um conceito pessoal e intransferível.
Nunca tinha parado pra pensar sobre sucesso e me deixei levar pela maré. Pois pensava que estava muito mais relacionado com o trabalho do que com as outras coisas.
Se você digitar a palavra sucesso na internet vai encontrar um monte de “coachs” querendo te ensinar a fórmula secreta para atingir altos cargos e ganhar dinheiro.
E, se você pesquisar mais a fundo, vai descobrir que sucesso não é só dinheiro e carreira profissional. Sucesso é conseguir o que você quer. E você pode querer muitas coisas.
O primeiro passo para obter sucesso é saber o que você deseja em vários âmbitos e em vários prazos.
Por isso eu amo tanto as agendas. Lá você consegue organizar, planejar, escrever as metas para o dia, a semana, o mês e o ano inteiro.
Adoro quando coloco um x nos itens que já foram cumpridos. É um “ufa” de sucesso!

Outra coisa que aprendi é que o sucesso é uma ciência e você pode se esforçar para conseguir seguindo vários passos como:

1-  Definir objetivos,
2-  Associar com pessoas com mesmo objetivo que você,
3-  Confiança em si próprio,
4-  Economia,
5-  Iniciativa e liderança,
6-  Imaginação,
7-  Entusiasmo,
8-  Não usar drogas e nem álcool todos os dias,
9-  Fazer mais do que a obrigação,
10-                 Ser uma figura simpática e agradável,
11-                 Ter foco, concentração, pensar com exatidão,
12-                 Pensar também nos outros, não só em si mesmo,
13-                 O fracasso deve ser visto como grande aliado. Um fracasso significa um caminho a menos para você conseguir alcançar seus objetivos,
14-                 Tolerância e paciência.

Vou te falar uma coisa, me falta concentração, disciplina, definição de metas para conseguir sucesso na minha área profissional.

Hoje eu tive sucesso como mãe: recebi uma ligação da motorista da Van que leva meu filho para a escola. Ela me deu os parabéns, disse que Arthur é muito educado, cooperativo, compreensivo e honesto. Isso é sucesso, meus amigos e amigas. Estou me sentindo realizada.

No meu casamento posso dizer que estou na fase boa, vivendo bem e com a paz reinando no meu lar. Sucesso também!

Como mulher falta emagrecer uns quilinhos e pronto, estarei me sentindo bem sucedida.

Como dona de casa estou muito realizada pois consertei noventa por cento dos itens marcados. 

As pessoas costumam confundir sucesso com felicidade.
Não existe a fórmula da felicidade e nem do amor.
A minha dica é ter a alegria ao seu lado durante toda a trajetória de vida, mesmo antes de alcançar o sucesso você pode ser feliz. Mesmo ensinando um dever enorme e com seu filho quase repetindo o ano, você pode ser feliz.

A felicidade é um estado de espírito. Pessoas de sucesso sempre estão de bem com a vida. Esse negócio de ficar se fazendo de vítima, reclamando da vida, isso é coisa de fracassado.
Por isso, com sucesso ou sem sucesso, o importante é ser feliz! Mas, não custa nada tentar cumprir as etapas básicas para conseguir realizar algumas metas para esse ano:

Viajar com meu marido (sem o filho),
Fazer uma festa de 40 anos,
Escrever um livro,
Fotografar mais,
Montar um projeto cultural (um filme),
Captar patrocínio,
Estudar com meu filho,
Visitar meus pais e avós,
Ajudar as pessoas ao meu redor,
Escutar e tentar ajudar essas pessoas,
Ser mais compreensiva e
Usar a placa de bruxismo todas as noites.




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Dor de dente



Dor de dente

Que dor é essa, Meu Deus?
Acho que nunca senti nada tão forte!
Mais doído que dor de cabeça, cólica menstrual, gás preso, martelada no dedo, enjoo, dor no estômago, depilar a canela, pinçar cabelo do nariz... Pior que uma cirurgia em algum órgão interno fundamental ao funcionamento do corpo. É uma dor que irradia pela cabeça, pescoço e faz a gente tremer, como se fosse uma febre que faz doer o corpo todo. Uma coisa tão pequena, dura e branca que nem damos tanta importância até a hora que dói. E pode ter certeza que vai doer no bolso também.
Tomei analgésico, anti-inflamatório e corri pra dentista. Eu tenho sorte por contar com os cuidados da minha “personal smile”, (acabei de criar esse nome chique pra ela), doutora Gisele. Ela me atendeu prontamente e me disse que só podia ser canal. Tirou uma radiografia e disse que deveríamos esperar a inflamação passar.
Quero deixar claro aqui uma coisa: eu tenho bruxismo e não gosto de usar a placa. O dente que já tem uma peça e obturação profunda não aguentou a pressão que faço toda noite em cima e inflamou. Ou seja, eu mesma causei essa baita dor.
Mas, antes de ter uma dentista tão prestativa, nada disso foi detectado. Eu cheguei a fazer uma tomografia computadorizada, pois achava que tinha um tumor no meu cérebro. Eu achava que dormia bem, relaxada e após oito horas de sono acordava com uma baita dor de cabeça. A dor nos ombros também indicava alguma coisa, mas eu não iria descobrir sozinha. Precisava de uma boa dentista me alertas dos desgastes e com uns trinta e cinco anos os piores resultados do bruxismo começaram a surgir: dentes quebrados.
Então é isso, muitas vezes pensamos que um problema pode estar nos dentes e não é. Na cabeça, e não é. O bruxismo é assim, ataca soturnamente à noite. Eu nem desconfiava, mas ele vai deixando um rastro de destruição. Normalmente acontece com pessoas ansiosas e eu nem sei se com muita terapia isso pode melhorar. Afinal, nosso subconsciente é tão misterioso!
É uma atitude muito idiota ter preguiça de usar a tal placa, pois o prejuízo é muito grande. Mesmo após remenda-los com o melhor material possível, eles podem voltar a quebrar e o dente vai ficando cansado, os nervos inflamando e o resultado: um canal.
Acordei após dois dias de dor horrível com a bochecha toda inchada. Castigo pior não há, além da dor, ficar mais feia que o boneco Fofão! Foram quase duas semanas de sofrimento. Minha dentista é muito boa, mas é terrorista. Ela bota o terror pra ver se você não descuida da sua saúde. Ela disse que tinha muito pus dentro da minha gengiva, por isso eu deveria fazer compressa de gelo por fora pra esfriar a bochecha. Por dentro, bochecho com água quente. O pus vai procurar um caminho pra sair. Queremos que ele saia por dentro e não por fora. Como assim? Perguntei com cara de inocência. Pois é, não sei de nada mesmo!
Gisele fala com cara de preocupação:
-“O pus pode sair pela bochecha. Furar um buraco e dá uma cicatriz muito feia que vai precisar de cirurgia plástica.”.
Caraca, além da dor insuportável, de não conseguir comer, nem abrir a boca direito, de ter que tomar mil remédios eu também não conseguia dormir. Fazia compressa durante o dia e à noite. Toda hora olhava no espelho pra ver se minha bochecha não iria explodir. A bochecha continuou crescendo por dois dias, só depois do quinto dia de antibiótico ela começou a diminuir.
Mais um dia de visita na dentista e ela me faz aquela cara de preocupada de novo!
-“Mas, como assim? Eu não estou melhorando?”. Perguntei.
-“As consequências são sérias quando o inchaço vai para o pescoço. Vou ligar pro meu professor de faculdade agora.”.
 Eu posso morrer? Não acredito que vou morrer por causa de uma dor de dente? Eu não mereço viver apenas 39 anos e morrer por causa de uma dor de dente. Esqueci o nome científico pra esse problema terrível, mas chegamos à conclusão que era apenas o meu papo e não o pescoço que estava inchado. Mas, com medo, ela me pediu pra estar lá no dia seguinte bem cedo.
Por isso eu disse que ela é ótima. Durante a semana eu a vi todos os dias, mesmo com a cara de preocupada ela me acalmava com um sorriso sincero e sua compreensão. E olha que esse acompanhamento todo nem está no orçamento final!
No dia seguinte ela me olhou mais tranquila e pela primeira vez eu achei que era um exagero preparar meu testamento. Saí de lá rindo à toa, mesmo com o bochechão e o papo de pelicano.
Pois é, a crônica da dor de dente serve pra você pensar mais nos seus dentes e cuidar deles com carinho.
Se sente muita dor de cabeça de dia ou dor nos ombros, lembre-se dessa história. Você pode ter bruxismo. Use a placa frequentemente.
A morte vai um dia me levar, mas não será por causa de um dente!



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

As mulheres e as árvores


Tenho percebido uma relação íntima entre as mulheres e as árvores.
Vou descrever algumas semelhanças:
Quando pequenas elas são tão soltas! Suas folhas frescas tem um brilho verde claro. As raízes são curtas e frágeis, qualquer temporal poderá afetá-las drasticamente. A vida é assim quando bebês, nossos cabelos sempre mais claros e nossa vida sempre por um risco.
Quando jovens se tornam viçosas, suas folhas se desenvolvem e escurecem. Começam a germinar e dar seus primeiros frutos. Como as meninas que durante a puberdade engrossam seus pêlos e menstruam pela primeira vez.
As árvores crescem e chegam à maturidade. Chegaram ao seu ponto máximo de crescimento tanto na estatura quanto na grossura de suas galhas. As raízes são maiores, fincadas ao chão, tomaram grande parte do seu espaço. Como as mulheres, que depois de certa idade chegam ao seu cume, estão maduras para a vida, já sabem o terreno em que pisam, já dominaram o mercado de trabalho e muitas vezes já tiveram seus filhos. Por isso, suas raízes são bem fincadas, não pode mais ser carregada pelo vento ou tempestade. Na maturidade elas estão boas de “trepar”, pois suas galhas estão mais fortes que nunca. Seus frutos suculentos e cheios de história pra contar.
As árvores e as mulheres durante a maior idade apresentam uma fragilidade genuína e uma história de longos anos pra contar. Ela serve de abrigo para todos que a cercam, sua grande copa oferece sombra e água fresca aos visitantes.
Tanto as árvores quanto as mulheres são protetoras e acolhedoras.
As árvores são fontes inesgotáveis de metáforas para nossa vida. Assemelham mais com as mulheres do que com os homens, pois germinam e geram frutos.
Árvores, mulheres, as estações e seus humores:
Na primavera: são floridas e alegres
No outono: momento de troca de folhas, mutação, de limpeza espiritual.
No inverno: aquela hora que nos sentimos fracas, sem folhas, sem frutos e secas. Parece que estamos mortas, mas no fundo de uma árvore seca ainda existe a seiva vital para fazer a vida ressurgir das trevas.
No verão: são quentes, sedentas, cheias de vida. O calor é a erupção dos desejos mais profundos de uma mulher.
Então é por isso que a natureza é mãe!
Mulheres, precisamos estar mais conectadas com nosso estado primordial: a natureza.
O contato com a terra é energia pura para nós, que somos frutos dessa terra e também temos o mesmo poder dela, o de germinar, florescer, frutificar.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

O carnaval e os dois lados da moeda





“Quem não gosta de samba, bom sujeito não é.”
Eu gosto dessa música, mas não posso dizer que sou fã de samba. De vez em quando, uma vez por ano, é bom sentir o coração bater junto com a bateria da escola de samba que desfila na Sapucaí. E pra mim já está bom, porque não sei sambar e nem tenho corpão pra fica me exibindo seminua por aí. Imagine eu com aquelas roupas de mulata? Isso é uma piada.
Carnaval é legal!
As escolas de samba, as fantasias, os carros alegóricos, acho criativo e teatral. Eu iria pra Sapucaí se recebesse convite para ficar no camarote com muita bebida, comida e artistas famosos.

Por que eu gosto de carnaval:
Ver crianças fantasiadas num bailinho jogando confete e serpentina. Quem não gosta de feriado? Poder viajar para lugares bem sossegados como sítios, cachoeiras pouco exploradas ou uma praia paradisíaca. Passar a semana em casa assistindo uma maratona de bons filmes também é ótimo!
Eu costumava gostar de bailes de carnaval no Clube Atlético Itabirano, na minha cidade Natal. Eles eram bons porque reuniam todos os gatinhos que me interessavam e todas as minhas amigas podiam ir. O melhor: meus pais não iam e por isso, o pau quebrava. Alguns pais ficavam vigiando a gente, mas, tinha uma escada escura lá atrás que eles não apareciam. Foram muitos anos de felicidade até que o tempo passou, nós crescemos e o baile acabou. Mas, foram minhas melhores lembranças de dançar músicas da velha guarda com uma ótima banda. Os rapazes de Itabira eram animados pra caramba e animavam o “Bloco dos Sujos” vestidos de mulher. Tinha também as matinês que eu amava ir fantasiada quando era criança!

Por que eu não gosto de carnaval:
O excesso de bebida atrapalha até nas viagens com amigos para cachoeiras. O povo perde a noção.. Isso me dá certa preguiça. O tanto de bebida e comida. A gente precisa movimentar o dia com bebida e churrasco para sermos legais?
Estou falando assim e devo parecer aos olhos de quem não me conhece uma “pudica”. Pois as pessoas que me conhecem sabem que não sou. Mas, mesmo eu percebo da necessidade que o povo tem de beber até cair. Deve ser por causa da marchinha famosa: “Eu vou beber, beber até cair. Me dá, me dá, me dá, um dinheiro aí.”
Minha avó me conta que ela levava um lencinho escondido na bolsa para cheiras lança perfume. De onde veio essa cultura do vale tudo no carnaval? O brasileiro passa doze meses pensando no recesso esbórnico, juntando dinheiro pra folia, compondo as músicas, pensando em cada detalhe do famoso desfile das escolas de samba. É um processo muito cansativo e profissional. Outra coisa que é antropológica é a erotização que o carnaval exerce nas pessoas. O Brasil virou um celeiro de prostitutas. Foi assim até na Copa do Mundo, os estrangeiros vêm com o pensamento de “deitar e rolar” com as brasileiras. Eu acho que isso é cultura de terceiro mundo colonizado e que traz à tona a questão do Senhor Feudal/colonizador “comendo” suas escravas/colonizadas. No carnaval os senhores feudais voltam pra usufruir dos serviços gratuitos e eróticos de suas escravas sexuais. No Brasil, vale tudo. O melhor sexo do mundo! Preocupei ainda mais com uma matéria que assisti na Tv na época da Copa do Mundo que disse que as moças de classe média também estão prestando esses serviços agora e o que é pior, gratuitamente.
E por fim tem a programação da televisão. A TV aberta é muito pior, porque fica noventa por cento cantando a música da “Globeleza” com a mulher seminua rebolando e meu filho me perguntando se todo mundo pode andar pelado no carnaval. Todas as escolas cantam seus sambas enredo, durante os quatro dias tem a transmissão ao vivo das escolas do Rio de Janeiro e São Paulo. E até os telejornais só falam da folia que afeta todos os segmentos e tudo ao nosso redor. É comida de carnaval, trânsito, o que vestir, as maquiagens e cabelos pra arrasar, como customizar seu próprio abadá, personalidades famosas e suas fantasias, as cidades que mais recebem visitantes e suas atrações. Haja saco!
Carnaval é assim! Tem quem goste e quem não goste.
Como tudo na vida tem seus dois lados da moeda. 


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Amiga pra cachorro




Um dia recebi a notícia do meu marido que iria mudar para nosso apartamento seus três filhos e a cachorra deles.
Ok, os filhos eu já sabia desde o dia do meu casamento, que seriam para sempre, mas a cachorra eu não queria de cheio nenhum.
-“Ou a cachorra, ou eu!”
Ficou a cachorra, claro!

Desde então, começou a ser travada uma guerra de amor e ódio entre eu e a cachorra, com nome de Lívia.

Ai, e lá ficava no “apertamento” a cadela ficava me espiando. Pra todo lugar que eu ia, lá estava ela. Não me dava privacidade para nada. Na surdina, aparecia só com metade da cabeça pela porta, me espionando e ainda com muito medo de mim.
Feminino de cão deveria ser cã, então mais que depressa coloquei esse adorável apelido na cachorra intrusa, Cã Espiã. Eu a enxotava e ela, aos poucos, centímetro a centímetro, tentava ficar cada dia mais perto de mim.

E assim foram passando os meses. Minha alma caridosa não permitia que eu a maltratasse fisicamente e não permitia também que a deixasse presa em casa, sem direito a um mínimo passeio. Então, comecei a caminha com ela. Rapidamente ela dominou a rotina de entrar no carro e sair pra passear. O ritual de colocar o tênis já era motivo para ela se levantar, pegava os óculos escuros e ela abanava o rabinho, o barulho da chave do carro acionava o choro, um gemido profundo e por fim, ao pegar a coleira ela latia furiosamente e pulava com as patinhas da frente para o ar. Ao abrir a porta do carro ela dava um salto e ficava em pé  na janela para apreciar a vista. A língua enorme pra fora e o vento no pêlo branquinho, ela ficava linda na janela do carro. Todos na rua olhavam e achavam uma gracinha. Comecei a sentir o que as mães corujas sentem. Que fofa! O prazer que a caminhada proporcionava e mais a admiração das pessoas pela linda cã me fazia ficar cada dia mais apaixonada.

Assim, comecei a chamá-la Lili, pois já tinha passado vergonha na rua gritando o nome “Lívia” e uma mulher olhou e me atendeu prontamente. A mulher olhou pra mim como quem diz “Você me chamou?”.

Depois de dez anos de convivência ela morreu por causa de uma cirurgia pesada para retirada de muitos cistos no útero e ovário.
Sinto que tínhamos uma ligação energética. A morte da Lili me esvaziou por dentro, tirou minha energia, me fez ficar deprimida.
Ela morreu com quatorze anos bem vividos. Já era a terceira cirurgia para retirada de tumores e ela resistia bravamente, mesmo com catarata e a surdez. Ela começou a se perder de mim na rua. No dia que ela saiu de perto de mim, ficou atarantada. Olhava e não enxergava e também não ouvia meus chamados. À noite estava difícil dormir, pois Lili engasgava muito. Coitadinha!
Não vou chorar sua morte porque ela viveu quatorze anos muito em e logo que os problemas da velhice chegaram ela faleceu.
A parte mais triste dessa história foi o último dia.
Fui leva-la ao veterinário. Chegando lá desci com ela do carro na coleira, que feliz pelo passeio, tentava caminhar e não conseguia se equilibrar nem pra fazer o cocozinho básico. Pressentindo aquele mal já entrei chorando na clínica e disse ao veterinário:
-“Rodrigo, a Lili está muito doente. Olha a barriga dela como está inchada!”
Lili não queria nem entrar no consultório. Ficou pedindo meu colo enquanto eu a segurava para fazer os exames. Ela estava com febre e o Rodrigo imaginou uma infecção no útero. Eu pensei numa ultrassonografia, ele disse que tínhamos que correr contra o tempo e que daria para operá-la naquela tarde. Lembrei o dia que ele cotou o rabinho dos filhotinhos da Lili, há muitos anos atrás ele nos acompanha. O veterinário deveria saber o que estava falando. Mesmo com um alto orçamento em mãos pensei: “Temos que tentar alguma coisa”.
Fiquei olhando quando a levaram de mim. Falei com ela: -“Lili, eu te amo e volto pra te pegar.”.
Fui embora chorando e no final da tarde o Rodrigo ligou falando que o útero dela estava tomado por tumores, que os ovários estavam do tamanho de limões e que tinha tirado o útero. Ele relatou que ela estava voltando da anestesia e que a deixaria na gaiola para que ela não tentasse andar fazendo um esforço que não era permitido para o momento.
Acordei no dia seguinte e disse ao meu filho que iria buscar a nossa cachorrinha, minha filha e sua irmã. No meio do caminho, o telefone tocou. Era o Rodrigo e dessa vez coma voz bem desanimada. –“Karina, infelizmente a Lili não resistiu e morreu hoje às 6 da manhã.”.
Entrei em pranto. Os olhos do Arthur começaram a lacrimejar, mas ele chorou mesmo foi quando me viu chorar. Fui correndo para a clínica e a vi sendo retirada do freezer. Estava linda como sempre, com os lacinhos ainda grudados no pelo tão branquinho.
Ela parecia que estava dormindo. Arthur também foi vê-la. Não pensei muito. Simplesmente levei. Ele passou a mão no pelo macio e eu até achei estranho pela coragem do garoto. Isso não o traumatizou, pois nunca mais falou naquele assunto. A barriga costurada confirmava a cirurgia.
Nunca poderia imaginar o tamanho da minha tristeza!
Afinal, ela foi meu primeiro animal de estimação.
Fiquei dois meses chorando, ainda mais quando me lembrava das minhas últimas palavras para ela. “Eu volto para te buscar”. Se eu soubesse que seria seu último dia teria me despedido direito. Teria feito todas as vontades dela.

Nunca tinha compreendido o ditado que fala que o cachorro é o melhor amigo do homem. É isso mesmo, cachorro não é gente, mas é a melhor companhia do mundo!
Ele depende de você para comer, beber, dormir bem e se divertir. Você passa a depender dele para muitas coisas. É uma troca de energia, o fluxo é constante.

Depois que ela morreu ficou um vazio, o que mais sentia falta era do bom dia na hora em que acordava. Lá vinha ela abanando o rabinho e espreguiçando, abrindo o bocão e mostrando a língua bem grande. Esticava as pernas, fazia xixi e ficava atrás de mim o dia inteiro afim de um pouco de comida de verdade e um pequeno passeio. Por dois meses eu a enxergava pela casa, pelos cantos, me espionando, como ficava na época que chegou aqui em casa, apenas como uma cã espiã.

Aprendi o que é amar e ser amado por um cão. Na verdade, uma cadelinha poodle muito charmosa, elegante, branquinha e com pelos bem macios. Ela tinha os olhos pretinhos como seu focinho.
Lili nunca será substituída, pois cada animal tem sua personalidade. Um dia quero reencontrá-la na ponte do arco-íris. Sempre eterna no meu coração, minha primeira filha cã.


Não resisti muito tempo à tentação de arrumar outra cadelinha igual a ela. Realmente a Madonna é idêntica fisicamente, mas a personalidade é outra. Por isso, Lili, você sempre será única no meu coração.

Perfil de amigos na era facebook




Através de muitos anos tenho observado uma particularidade das redes sociais: são as características que diferenciam as pessoas, no caso "os amigos do facebook". Tenho muitos amigos e gostaria de citar os mais atuantes:

Amigos esportistas: sempre postam fotos de malhação. Onde e como malhar melhor. Divulgam seu estilo de vida saudável e exibem sua barriga negativa a torto e à direita. São divididos entre aqueles que amam musculação e aqueles que amam correr. Aparecem correndo todas as corridas e maratonas pelo mundo afora.

Amigos “detox”: comidinhas e receitas tudo light e tudo diet, com receita ou sem receita. Macarrão sem farinha de trigo, pão sem glúten, assuntos sobre vitaminas e propriedades dos alimentos.

Amigos comilões: colocam todo tipo de comida no “feed de notícias” e matam a gente de vontade. Vai de churrasco, fígado acebolado do Mercado Central, a um prato chique de restaurante caro. Brigadeiro, sorvete, tortas de chocolate etc e tal.

Amigos fantasmas: aqueles que só colocam a cara no “facebook” para “sei lá o quê”. Tem seu nome cadastrado, mas não tem fotos nos álbuns e não atualizam seu “feed de notícias” há mais de um ano.

Amigos comerciais: aqueles que publicam seus produtos e vendem pela rede social.

Amigos bem família: aqueles que postam fotos com a família. Filhos, marido, vó, vô, festas de família, sobrinhos. Escrevem muitas declarações de amor.

Amigos que tem muitos amigos: são aqueles que estão sempre rodeados de muitos amigos. As fotos são repletas de gente feliz e ao redor da mesa de um bar. Churrascos, shows, em casa, na rua, na academia, em todos os lugares, sempre rodeado de amigos.

Amigos que só compartilham: são aqueles que não têm uma foto própria pra mostrar. Estão sempre compartilhando aquelas mensagens com pensamentos e frases famosas.

Amigos cervejeiros: são aqueles que postam todos os tipos de cerveja do mundo e fotografam seus rótulos e suas propriedades de sabor. Além disso, a cerveja está sempre presente em quase todas as fotos, como protagonista ou coadjuvante.

Amigos viajantes: são aqueles que colocam fotos de suas viagens ao redor do mundo. Trabalhando, correndo, vivendo, turismo ou caminhando pela Espanha.

Amigos depressão: aqueles que só reclamam de tudo, da cidade, do país, do trânsito, das pessoas, dos pais, dos irmãos, das provas, da vida em geral.

Amigos “egotrip”: em qualquer lugar do mundo que estejam o foco será sempre seu rosto. Invariavelmente sozinho. Ama “selfies”.

Amigos “baixaria”: adoram postar fotos de brigas e baixarias na internet. Também gostam daquelas mensagens com fotos engraçadas, vídeos de pegadinhas e coisas sensacionalistas.

Amigos “correntes”: vivem divulgando correntes religiosas ou em prol de alguma causa nobre, tipo Campanha contra o câncer de mama etc. Fazem ameaças do tipo, “essa corrente não é quebrada há nove anos e se você não postar isso no seu perfil vou considerá-lo uma pessoa sem esportiva e sem senso de humor.”

Amigos políticos e jornalistas: estão sempre com novidades sobre o mundo, sociedade e o cotidiano. Além de levantarem assuntos e polêmicas políticas. Alguns são parciais, outros nem tanto.

Amigos de futebol: são torcedores fanáticos e normalmente usam a rede social apenas para falar do seu time maravilhoso.

Amigos estrangeiros: aqueles que de longe, amam, odeiam e criticam o Brasil. E nos matam de inveja!

Amigos que mostram a língua: essa é uma parte interessante, dentre os adolescentes, existem alguns que em todas as fotos do álbum estão mostrando a língua. Normalmente “selfie” no banheiro, ou no quarto e com “piercing” na língua.

Difícil é achar quem seja apenas uma coisa dessas.

Se for, essa pessoa pode se tornar um pouco estranha.


Você não acha?

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Volta às aulas



Hoje é o último dia de férias escolares.
Se você ainda não colocou a agenda 2015 em dia está passando da hora de fazer isso.
Nos meus tempos de estudante eu esperava com ansiedade o início do ano letivo.  As maiores preocupações sempre foram sobre a nova professora, os novos alunos, a nova sala, encapar cadernos e preparar minha mochila e meu uniforme. Como boa menina sempre fui caprichosa. Quando eu completei onze anos lembro que comecei a encapar meus cadernos com recortes de revistas e depois colava com uma capa transparente. Fazia margens coloridas e desenhos em todas as páginas dos cadernos, tipo flores, corações e estrelas. Hoje em dia, não sou mais estudante, mas sou mãe. Muito diferente das meninas são os meninos. Meu filho não está nem aí para esses detalhes da volta às aulas. Nem quer olhar seus cadernos e tudo que eu compro está bom pra ele.  O mais importante é a volta do tão amado futsal. Claro, que o colégio o envolve também com outras atividades, mas, ele não tem aquele frio na barriga que eu tinha quando o ano letivo ia iniciar.
A volta às aulas é a volta da rotina para todos, pais e filhos. Isso é muito bom! Depois de dois meses de férias não sei mais o que fazer! Já viajamos para Itabira a fim de reunir a família e passar o Natal. Depois passeamos em Belo Horizonte com a madrinha, fomos no clube, no Zoológico e no cinema. Depois do ano novo voltamos à Itabira para mais uma semana com as primas de Capitólio reunidas na casa da vovó. Aproveito para recarregar minhas baterias com a energia que flui de uma família unida e que se ama muito. Na penúltima semana de janeiro viajamos para praia. Última semana, meu apartamento está lotado de meninos. Os vizinhos do prédio vêm em bandos jogar videogame com Arthur.
Seja muito bem vinda, rotina!
A partir de segunda-feira tenho horário organizado para várias atividades, minhas e do Arthur.
Gosto de férias, mas depois de dois meses de muita farra, gosto também de colocar as coisas nos eixos.

Afinal, a vida é assim: não dá pra ser uma festa constante. Também temos que levá-la a sério.