terça-feira, 31 de maio de 2016

A Duquesa - filme comentado

Assisti a um filme que achei bom. Não é espetacular, mas a história da Duquesa me chamou a atenção. Veja a sinopse:
A Duquesa (no título original em inglês, The Duchess) é um filme britânico de 2008, um drama dirigido por Saul Dibb e vencedor do Oscar de melhor figurino, baseado no livro de Amanda Foreman, um best-seller sobre a vida da aristocrata inglesa do século XVIII Georgiana Cavendish, Duquesa de Devonshire. Foi lançado em Setembro de 2008 no Reino Unido e as filmagens ocorreram entre 17 de setembro e dezembro de 2007.
Georgiana Spencer (Keira Knightley) casou-se aos 18 anos com o Duque de Devonshire (Ralph Fiennes), que queria a todo custo ter um filho. Possuindo o título de Duquesa de Devonshire, logo Georgiana demonstrou sua inteligência e perspicácia perante a corte inglesa. Entretanto ela não conseguia dar ao duque um filho, com todas as suas tentativas de ficar grávida resultando em abortos ou em filhas.
Quando se casou, ela acreditou que aquele pudesse ser amor verdadeiro, alma gêmea, companheiro. Logo nas primeiras cenas ela comenta com sua mãe que ele não se interessa por nada que ela faz.  Ela reclama que o marido só se importa com seus cachorros, que os dois não conversam. Para minha surpresa, a mãe indaga à filha sobre qual assunto poderiam conversar? Ou seja, ela estava achando tudo muito normal. Sem conversas é melhor, seja submissa e dê o filho homem que ele tanto quer.
O Duque era um homem muito bruto, sem nenhum romantismo. Procurava sua esposa apenas para copular e, sem paciência com tantas roupas ele costumava cortar com tesouras e possuí-la.
Para piorar a situação a Duquesa pega o marido a traindo com a camareira de forma despudorada.  Essa mulher era humilhada constantemente e depois foi obrigada a criar essa filha ilegítima, fruto da traição do duque com uma camareira.
No meio de tanta solidão, a Duquesa conquista uma amiga e comete o pecado de leva-la para casa. Histórias assim nunca acabam bem. Ainda mais que a amiga era bonita e charmosa. Georgiana deu abrigo para a amiga por ela ter sido espancada pelo marido. Ficou com pena da situação da outra e acabou sendo prejudicada depois. A Duquesa viveu os piores dias de sua vida quando o Duque então resolveu trocar de quarto para sempre. Mudou de vez para o quarto da melhor amiga.
Mas, Georgiana não era de todo submissa. Ela tinha brilho nos olhos. Tinha estilo único, era inteligente, discutia política e por onde passasse chamava todas as atenções. Com seu envolvimento em um partido político conheceu Charles Grey e pressentiu mais uma chance de ser feliz.
No meio desse amor, ela declara suas intenções de terminar com tudo aquilo. Um casamento sem amor. Também diz ao Duque que está apaixonada. O Duque diz que ela ainda não cumpriu seu trato com ele de lhe dar um filho homem. Tem uma cena forte de estupro, pois ela já não mais o queria. Ela grita alto, as filhas escutam tudo atrás da porta. O filme acelera e o menino enfim nasce.
A situação da Duquesa melhora consideravelmente. Ela enfim acha que agora deveria lutar pelo amor a todo custo. A duquesa chega ao cúmulo de pedir ao marido para também poder ter um amante. É claro que o Duque discordou. A amante, que também sentava à mesa para todas as refeições chegou a interferir na conversa, reclamando ao Duque o direito igualitário de sentir prazer e tentar ser feliz. Claro que também não adiantou.
Comecei a misturar os filmes, e pensei que ela iria para a forca como Maria Antonieta. Principalmente quando a Duquesa aparece grávida do amante. Acho que foi a única noite de amor que ela teve na vida e ainda por cima engravidou.
Pois é nessa hora que pensei que ela fosse pra forca, ou ser decapitada, ou apedrejada. Nada disso, o duque e sua amante resolvem manda-la para uma viagem de férias e depois que ela deu à luz, a criança foi entregue para um tio do Charles Grey. A cena é muito triste, ela lá, toda acabada, entregando sua filha recém-nascida.
Daí, ela voltou ao seu maravilhoso castelo.
Coitada dessa mulher! Segurou todas as barras para ter direito a criar suas meninas. A primeira, filha da camareira, mas que ela criou como se fosse dela. As duas outras dela e o tão aclamado menino. A menina filha de Charles Grey ela apenas visitava.
Que vida sofrida! Sem amor de homem e ainda tendo que engolir amante dentro de casa.
A cereja do bolo eu descobri hoje, quando fui pesquisar sobre o filme na internet. O filme fez muito sucesso também pelo paralelo que fizeram da vida da Duquesa de Devonshire e a Princesa de Gales. Bonitas, cheias de energia e carismáticas, um guarda-roupa de dar inveja a qualquer plebeia e um grau de parentesco. Tudo isso somado serviu para alimentar as especulações sobre o filme e dar visibilidade a ele.
Nossa, parece um costume da monarquia!
O Duque de Devonshire, a Duquesa e Beth foi o primeiro triângulo amoroso famoso na monarquia, depois foi o Príncipe Charles, Diana e Camila. Ô povo depravado!
Duquesas, Princesas e plebeias. O que todas temos em comum?
A busca pelo amor verdadeiro.
Desde que o mundo é mundo essa é uma das mais árduas tarefas.
Mas, sem dúvida, eu prefiro ser mulher nos tempos de hoje. Antigamente a barra era pesada demais. E o pior de tudo, é que temos muito ainda que evoluir.
Não temos os mesmos direitos até hoje!
A luta continua!
Vale assistir a esse filme pela força dessa mulher apesar de todas as circunstâncias. Ela foi uma boa mãe pa

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