Estou terminando de ler o livro “Que ninguém nos ouça”
das autoras: Leila Ferreira e Cris Guerra. Eu já era fã das duas porque são
mulheres de destaque em Minas Gerais e brilham com seus livros por todo Brasil.
A Cris eu conheci através do site “Hoje eu vou assim”.
Gostei do estilo, comecei a ler sobre ela e ler suas crônicas espalhadas pelas
revistas e jornais de Belo Horizonte. Ainda não li seu livro, o primeiro, “Para
Francisco”, mas sou muito a fim de ler.
A Leila eu sou fã por causa do programa “Leila Entrevista”
que ela apresentou por vinte anos. Já li um de seus livros “A Arte de ser Leve”
e a considero uma mulher batalhadora e talentosa, dona de um sorriso cativante.
Estou enrolando para terminar o livro porque essa terapia
entre mulheres não deveria ter fim. Toda conversa entre as duas começa com um e-mail
educado da Cris Guerra elogiando o livro da Leila “Viver não dói”. Leila
responde e aperta o gatilho para um diálogo profundo, terapêutico, entre duas
mulheres que se ajudam entre palavras confortantes e elogios escancarados.
Muita cultura impregnada, alto astral desabafos, depressão, raiva do mundo,
medo de ficar sozinha. Arrependimento por não ter sido mãe. Falam de tanta
coisa, as duas dão risadas e choram uma com a outra. Eu estava na plateia rindo
e chorando também. Lá pelo final do livro eu sinto uma cumplicidade enorme e
uma enorme congruência de pensamentos. (Nossa, será que essa palavra que saiu
da minha cabeça de “supetão” existe mesmo?).
Cris fala para Leila:
- “Somos do mesmo planeta!”.
Sinto como se fôssemos do mesmo planeta! É uma dádiva
quando encontramos pessoas que pensam como nós.
Leila responde para Cris:
- “Somos sim habitantes do mesmo planeta, um lugar onde
viver dói muito, mas é mágico. Onde não se tem medo de sentir nem arriscar.
Fazemos da palavra nosso salvo conduto, nosso Prozac. Mas, só elas não bastam.
Temos de provar, experimentar, dar a cara a tapa. Mulheres-mergulhadoras, que
vão lá no fundo dos sentimentos, sem garantia de voltar à superfície.”.
Peraí, essa sou eu falando ou elas que falam por mim?
Pronto, elas me fisgaram porque a fala se confundiu, o sentimento é igual.
Podemos dar as mãos e caminhar juntas.
Gentes, porque vocês tem que ser tão sinceras? Isso é bom
demais da conta, sô! Num mundo de “facebookers”
onde todos são felizes, o lado da tristeza, separações, filosofias, fica
restrito aos bons livros.
É tão legal quando uma levanta a bola da outra. E assim
vai crescendo uma relação de amizade. Apesar dos pesares somos alegres e temos
amigos! Cada uma com seu problema, mas sorrindo sem cerimônias.
Leila também escreve uma frase que é minha cara, falando
sobre como elas são e como eu também sou:
- “ Pensar não faz parte do planeta que viemos. Sentir vem
antes e geralmente prevalece. Essa é nossa virtude e também nosso pecado
mortal.”
Se alguma outra mulher se identificou com esse texto,
essa é minha dica de livro: “Que ninguém nos ouça”, das ótimas e sensíveis
Leila Ferreira e Cris Guerra.

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