segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O essencial é viver!





As dores de cada um
Ultimamente tenho me sentido tão sozinha!
Devem ser os afazeres do dia a dia, e os problemas que temos que resolver. Diariamente temos que arrumar a casa, comprar comida, fazer comida e comer. É um leva e busca incessante para escola, futebol e inglês, estudar, trabalhar, publicar, produzir. A cobrança é diária, desatando nós e descascando abacaxis.
Quem assistiu ao filme “Divertidamente”, animação muito premiada pelo Oscar que explica o mundo psicológico das pessoas, me entenderá perfeitamente. Os sentimentos ficam na nossa mesa de comando e não devemos deixar a tristeza, ou a raiva, ou o medo estar à frente de tudo. A alegria deve reinar no nosso sistema, mas é inevitável que os outros sentimentos se manifestem. Inclusive a tristeza, que não é um monstro, é um sentimento como outro qualquer. Por isso, quando a tristeza estiver no comando de sua mente, lembre-se que deve ser por pouco tempo, e que você não precisa se desesperar. Haja naturalmente, a vida é feita de ciclos e temos que administrar com equilíbrio a luz e a sombra que existe dentro de nós.  
A rotina é um tédio, pois os dias parecem iguais. O que varia é nosso humor, tem dias que estamos pesados, com a alma cansada e outros estamos dispostos a enfrentar um dragão.
Sinto falta dos amigos. Tenho certeza que do mesmo que jeito que sinto eles também devem sentir, numa solidão absoluta quando temos que lutar contra nossa tristeza e fadiga. Cada um com sua dor e seus problemas. Cada um se virando para pagar contas, e salvar seu dia.
Quero dizer a você que está só na sua luta diária, que conversar é bom, mas ninguém irá resolver seus problemas, a não ser você mesmo. Afinal, cada um é cada um, não temos o mesmo jeito de pensar e de agir. Eu converso com Deus e através Dele busco respostas dentro de mim. Também escrevo minhas crônicas que é uma forma de desabafo reflexivo com uma linha de raciocínio literário. Introdução, desenvolvimento, conflito, reflexão e conclusão. Por isso gosto tanto de escrever, quando começo nem imagino o final, mas minha mente vai construindo uma resposta para minha problemática.
Portanto, os amigos estão por aí, cada um embolado no seu cotidiano, tentando encontrar soluções para sua crônica diária. Eu sou amiga, mas não sou a solução. Assim, concluo que todos se sentem sós quando o assunto é desatar nós.
A rotina é cansativa, nos isola em nossas obrigações, e no final do dia estamos exaustos.
Costumo receber muitas mensagens impessoais de grupos no whattsapp, que muitas vezes vão imediatamente para o lixo. Prefiro ainda as mensagens individuais e personalizadas. Não precisa ligar, mas mandar um recado dizendo: - “Estou com saudades.”. Se quiser conversar é só perguntar: - “Como vai você?”. Provavelmente você irá surpreender um amigo (a), que talvez se assuste tanto que nem responda à pergunta. Esse é outra situação que me deixa irritada. Falar bobagem todo mundo quer, mas conversar sério não. Fica a dica para que não nos isolemos mais do que já estamos isolados. O mundo contemporâneo nos permite passar horas no computador interagindo sem interagir. É uma ilusão! As pessoas navegam nas redes sociais imaginando ter amigos e que todos eles são felizes. Todos nós temos problemas, mas como o “facebook” é a disnelândia da internet, não imaginamos que as pessoas também sentem tristeza, angústia e solidão.
Estou aqui pra dizer que você não está sozinho, mas deve andar sozinho. Não pense que só você tem problemas ou que o seu problema é maior do que de qualquer um. Se você está se sentindo só, saiba que todos os seus amigos também sentem isso às vezes. Vai pintar todo tipo de sentimento dentro de você, e isso é normal, mas a alegria sempre volta se você tem esperanças.
Lembre-se: o essencial é viver!


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O tempo passa depressa




E novembro já está chegando...
As vitrines precoces começam a se preparar para o Natal!
Mas, espere. Ainda nem terminei o que tinha planejado para 2016.
Quando paro para fazer uma retrospectiva da última década do Arthur percebo que estou quatro anos atrasada. Álbuns e diários. Corri para atualizar os álbuns, acabei fazendo um de 2013 e 2014 e ainda ficou faltando 2015 e 2016 que vou fazer depois. Esse tal de “depois” acaba comigo. Como vou lembrar suas frases para escrever no seu diário de vida?
As memórias alimentam minha alma. Cada foto, cada palavra escrita, são os tijolos de minha existência. Não vivo sem elas. Estou em construção eternamente, cada um de nós é uma edificação.
De novo o tempo. Tempo que corre ora rápido, ora devagar.
Os pensamentos em torno do tempo são instigantes.
Tente contar as horas, olhar os ponteiros de um relógio rodar pelo menos uns dez minutos. Você certamente será um tédio enorme e dirá: “o tempo não passa.” Depois você sai de casa, faz um monte de coisas e mal percebe que o dia já acabou.
E assim é a vida, você nasce e cresce numa piscada. E a cada piscada tudo muda: o cenário, o cabelo, o corpo, tudo muda. Você conhece o amor, tem um filho e na minha última piscada percebi que este filho já tem dez anos.
De repente tudo passou num “click”.
Assim é o tempo: muito louco como o Coelho de Alice no País das Maravilhas. “É tarde, é tarde, é tarde até que arde.”
Se cada década de vida passar em uma piscadela é melhor não piscar.
Fiquemos de olhos bem abertos e aproveitando a vida ao máximo.
Por isso, fica a dica, não deixe para fazer depois o que você pode fazer agora. Carpe Diem.



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Uma carta para meu filho



 Belo Horizonte, 07 de outubro de 2016

Meu querido filho Arthur,
Hoje você faz 10 anos e eu quero deixar uma carta para guardar de lembrança. Pode deixar que eu mesma a colarei no seu diário, que preparo com carinho desde o dia que nasceu.
Desde menina sonhava em ser mãe.
Sentir você pulsando dentro de mim foi mágico e fez com que eu compreendesse o mínimo do máximo do poder da criação. Deus que se mantinha escondido saiu de trás da natureza e disse:
- Ser mãe é padecer no paraíso.
Frase difícil de ser entendida, não é? Resumidamente:
Primeiro ano eu não dormi. Segundo ano eu emagreci de cansaço e stress. Terceiro ano o apartamento virou um caos, com paredes rabiscadas e sofá rasgado porque você era muito arteiro. Quarto ano estava de “saco” cheio de tantas perguntas e tantas brincadeiras. Quinto ano a energia aumenta cada vez mais e eu detecto seu gosto pela dança, música e outras expressões corporais. Sexto ano muito investimento na educação. Sétimo ano começam as exigências escolares e muitos deveres. Oitavo ano a casa cheia de amigos e vídeo game. Nono ano, o excesso de tecnologia. E agora vamos fechar a primeira década de vida, meu filho!

Ser mãe é muito mais que viver no paraíso! Agora eu entendo o que é “padecer”, é sofrer.  Com o paraíso a gente sonha, mas alguém sonha com sofrimento? Não mesmo.  

Eu sempre fui romântica e imaginava um mundo cor de rosa como mãe. Só que não, baby! A rapadura é doce, mas não é mole! Padeço sim, mas padeço feliz e grata!

Arthur, hoje eu só agradeço pelos seus dez anos. Muitos sonhos se realizam, outros não. Mas, a gente tem que entender que a vida é assim.
Se eu pudesse pedir a Deus um único presente pra você eu iria pedir a arte de sorrir.

(Keep walking) Continue andando, continue sorrindo, mesmo que a vida diga pra você fazer o contrário.
Como mãe eu quero te ensinar a sorrir pra vida.
Não há mais nada que possa fazer de melhor.
Eu não me canso de errar, mas sempre buscando acertar.
Manter a rotina, estudar, ter uma profissão é muito importante.
Mas, eu quero que você nunca perca seu bom humor, nunca pare de sonhar, nunca pare de sorrir!
O amor, o carinho são meus presentes diários para que você cresça e se desenvolva como homem bom, humano e solidário! Não me importa mais nada, porque o futuro a Deus pertence e qualquer coisa pode acontecer. Mas, no meio de um turbilhão de coisas, da vida que insiste em ser muito dura, muito louca, eu buscarei no seu rosto aquele sorriso que hoje peço pra Deus te dar.
Sorria pra vida, meu filho, que ela irá sorrir pra você.
Arthur, you are “amazing”! 
Estou roubando sua ideia, pois você elegeu essa palavra "amazing" para definir sua festa de 10 anos. Incrível, bacana, perfeito, tudo de bom, nota dez! Você é tudo isso!
Eu amo ser sua mãe! Eu te amo mais que o infinito.






quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Amar não custa nada, mas é para poucos.


Resenha do filme: Uma lição de amor

I Am Sam (br: Uma Lição de Amor / pt: I Am Sam - A Força do Amor) é um filme americano, do gênero drama, lançado em 2001 escrito e dirigido por Jessie Nelson.
O filme relata a história de Sam Dawson (Sean Penn) um homem com atraso cognitivo que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.
O filme é antigo, mas o tema sobre educação é eterno:
Qual a melhor forma de educar?
Que pai ou mãe nunca errou?
O quê é mais importante para uma criança?
Esse filme é muito eficaz em responder essas perguntas. Hoje em dia as pessoas com maior QI são as que menos têm capacidade de amar. Preocupados demais com seus cursos, formação acadêmica, crescimento profissional, aumento de renda, aquisições de bens. Ao contrário, os mais simples, de baixo QI, são os que mais sabem amar.
A famosa atriz Dakota é uma menina de sete anos apaixonada com o pai, mas alguém entrou no meio dessa história e se achou no direito de achar que a menina teria melhores condições de vida se fosse criada por pais que tivessem o mesmo QI. Os dois são inseparáveis e todas as tentativas de separação são frustradas. Enquanto isso, a bem sucedida advogada não tem a atenção que deseja do filho.
Na primeira metade percebemos que a advogada Rita luta para vencer, tem uma ótima formação, uma casa chique, um casamento estável e é muito inteligente. Sam, ao contrário tem problemas de aprendizado, não tem esposa, cria uma filha com ajuda de amigos considerados retardados pela sociedade. Rita elabora estratégias e cria frases que simulam uma falsa verdade. Sam se enrola nos discursos por não entender o que é manipular a verdade. O filho de Rita a ignora, ela não consegue comandar sua casa. Não vemos o marido dela durante horas, afinal, eles nem se veem mais. Nesse momento, começo a pensar quem é o mais “inteligente” da história.
Já no final do filme, exausta de tanto lutar com a vida, Rita pede ajuda ao seu cliente, Sam. Ela chora desesperada por não ter o amor do filho e nem do marido. Por tentar ser perfeita o tempo todo e sempre ter a sensação que está fracassando.
Sean Penn faz um homem com problemas cognitivos de maneira brilhante, não é à toa que levou o Oscar de melhor ator em 2002.
Para amar não precisamos de dinheiro, nem educação e nem QI.
Por isso, somos capazes de amar, só que a gente complica tanto que às vezes não enxergamos o amor em meio a tanta tralha que queremos carregar.
Mas, nessa vida viemos para amar e sermos amados.
“All we need is love” é uma das faixas da trilha sonora desse filme.
É uma contradição: amar não custa nada, mas é para poucos.