sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Solidão nos tempos modernos



Ultimamente tenho me sentido tão sozinha! 

A rotina é um tédio, pois os dias parecem iguais. O que varia é nosso humor, tem dias que estamos pesados, com a alma cansada e outros estamos dispostos a enfrentar um dragão.

Sinto falta dos amigos. Tenho certeza que do mesmo que eles também devem sentir. Estamos numa solidão absoluta quando temos que lutar contra nossa tristeza e fadiga. Cada um com sua dor e seus problemas. Cada um se virando para pagar contas, e salvar seu dia.
A rotina é cansativa, nos isola em nossas obrigações, e no final do dia estamos exaustos.

Costumo receber muitas mensagens prontas de amigos no “whatzapp”, principalmente nos grupos de contatos. Prefiro as mensagens individuais e personalizadas. Não precisa ligar, mas mandar um recado dizendo: “Estou com saudades. Como vai você?”.

O mundo contemporâneo nos permite passar horas no computador interagindo sem interagir. É uma ilusão! As pessoas navegam nas redes sociais imaginando ter amigos e que todos eles são felizes. Portanto prevejo muitos momentos de solidão por aí.
A vida é feita de momentos. Mas, quando estou com “pra baixo” costumo ligar para minhas amigas ou, em último recurso, ler as cartas que guardo dentro de uma caixa de recordações.

Para ser feliz não devemos ficar comparando nossa vida com a dos outros, isso gera inveja, um dos piores sentimentos que uma pessoa pode sentir.  Para ser feliz é preciso agradecer tudo que temos e valorizar pequenos detalhes que colorem nossa vida!

“É preciso que eu suporte duas ou três lagartas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão bonitas!”. Pequeno Príncipe

Para mim, hoje em dia, para ser feliz, uma boa conversa face to face tem sido o melhor remédio para a solidão dos tempos atuais.

A necessidade de postar tudo que eu vivia acabou quando percebi que isso não me deixa mais feliz. Agora percebi que prefiro curtir intensamente o momento com as pessoas que estão comigo. Curtidas não me trouxeram novos amigos, pelo contrário, as redes sociais só nos distanciaram.

Meus queridos amigos, a vida tem muitos momentos. Conte comigo em todos eles, na vida real!



30 de outubro de 2016

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Os Dentes de Leite



Seria estranho se te dissesse que guardo quase todos os dentes de leite do Arthur? Alguns foram perdidos, caíram no ralo, literalmente. O primeiro dente que meu filho perdeu foi entregue por uma vizinha. Ele estava brincando no playground e deu uma trombada no colega. Foi um acidente sem maiores consequências, a boca do Arthur na cabeça do menino, dentes voando pelo chão e os dois saem chorando. Ainda bem que aconteceu exatamente aos sete anos, estava mesmo na hora da troca do dente da frente.

Nos primeiros anos, choro e dor ao nascerem os primeiros dentinhos, inúmeras fotos e o orgulho incontido dos pais. Dentes são perfeitos para ficarmos bonitos e mastigar as comidas gostosas. Imagina sua cara sem os dentes! Deus pensou em tudo mesmo! Comparando humanos a ostras, dentes são as nossas pérolas, brancos, duros e preciosos.

Era um evento perder os dentes, e agora, aos 10 anos, se tornou um fato banal. Imagine você perder dois no mesmo dia? A cada semana, os dentes de trás caindo, enormes, abrindo verdadeiras crateras na boca do menino. Ele me disse que está difícil de mastigar. Na mesa do meu escritório juntei uns seis dentes. Começo a me perguntar: - “Será que guardo esses também? O que farei com tantos dentes?”.

A época dos dentes de leite, nossa primeira infância cheia de magia! Quando perdemos a primeira dentição perdemos também a inocência.
Por isso estou sofrendo com essas mudanças todas no Arthur. A cada dente que cai perco minha criança, meu único filho está crescendo, tomando ares de rapaz.

Resolvo guardá-los todos. Os dentes brancos como o leite, cheirando a peito de mãe. 

Pelo pote transparente dá pra relembrar os primeiros anos do meu filho.

Dentes de leite são pérolas de um tempo que não volta mais.  

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Mix de novidades

Histórias sem fim

Tanta coisa pra escrever e tão pouco tempo.
Preciso falar dos últimos acontecimentos:
- O jogo mortal Baleia Azul;
- O gato fora das regras do condomínio;
- Os vídeos para o YouTube;
- A finalização do livro dos meus avós;

São vários assuntos a explorar. Vou começar de trás pra frente:

Talvez eu não queira terminar o livro “História de um amor eterno”. Quando publicar o livro, pretendo efetivamente virar essa página bonita da história da minha vida. Por isso, inconscientemente fico me sabotando para não terminá-lo. (Eu me autoanaliso o tempo todo).

O outro assunto é que no salão de beleza onde faço unha, tenho amigas de longa data. Nossas conversas são recheadas de ideias originais e papos sinceros. Gravar uma “live” no salão como uma terapia feminina, uma conversa jogada fora.  A outra ideia é gravar uns vídeos depoimentos contando os encontros de uma mulher pelo aplicativo de namoro. 
Parece até novela quando ela conta como foram seus encontros marcados pelo celular Chegamos loucas pra saber como foi, se o cara era bacana, o que rolou.
Nesse salão nascem várias ideias geniais!

Mudando de assunto: No meu prédio tem um gato de rua morando na portaria. Ele fica deitado, espichado na porta esperando que alguém o alimente. A opinião se divide. Uns acham fofo. Eu acho inconveniente.
Tenho vários argumentos a compartilhar: Primeiro porque ele não é vacinado. Segundo porque tem gente que não gosta de gato. Terceiro porque é regra do condomínio a livre circulação de animais nas áreas sociais do prédio.
Já sei que esse assunto é polêmico e os amantes de gatos irão vir com sua fúria pra cima de mim. Mas, eu sou contra o gato fora das regras “viver” na portaria e lá criar sua família.

Por fim, vou falar da última história sem fim, que é o jogo Baleia Azul, um jogo de azar. Desde que a serpente enganou Eva, existem vários seguidores que imitam a ação da serpente. Enganar, fazer de trouxa uma pessoa, passar pra trás... Que termo você quer usar?
Os jogos de azar atraem várias pessoas pelo mundo afora, são viciantes. Os adolescentes são um alvo fácil, pois estão carentes, indefesos, passando por momentos de dificuldade.
Meu filho falou que quem joga são pessoas deprimidas, que querem suicidar. Eu pedi pra ele se afastar desse jogo demoníaco que espera que os jogares cumpram 49 desafios de torturas e por fim, se matem.

Se vocês perceberam, o mundo não mudou nada!

Os temas dos meus assuntos são os mesmos a milhares de anos:
- A busca do amor eterno;
- A relação homem e animais;
- Jogos de azar;
- Sucesso;
- Realização pessoal,
Dentre outros assuntos implícitos.

Essas são as últimas notícias que desejei comentar aqui no meu blog.

Beijos e até minha próxima confissão de uma mulher que pensa. 






quinta-feira, 9 de março de 2017

Dia internacional da mulher

Recebi uma mensagem pelo “whatzapp” me parabenizando pelo Dia Internacional da Mulher:
“A competência levou a mulher a conquistar espaços, ganhar respeito e a sonhar mais. Hoje, a mulher está presente em tudo, e essa presença se multiplica em cada sonho alcançado. Parabéns, mulher!
Meu marido enviu essa mensagem e começamos um debate. Provoquei:
- Eu não posso sair de mini saia que recebo cantadas.
Ele respondeu:
-Tá muito perua pro meu gosto.
Retruquei:
- Não sei o que tanto comemorar. Só quero respeito.
Ele concluiu:
- Aumenta a saia então.
Eu xinguei:
- Vai te catar.
Ele riu.
- rsrsrsrsrsrs
Eu finalizei:
- Não encaminhe essa mensagem. Apenas respeite as mulheres.
Ele prometeu me obedecer com um “ok”.
Enfim, precisa falar mais alguma coisa?
Poderia escrever um texto enorme, com dados históricos, números, percentuais. Mas, prefiro me ater aos exemplos.
Outro dia, numa reunião de condomínio discutíamos se uma mulher era capaz de ser porteira. Santa ignorância, uai! Se já somos policiais, porque não poderia ser porteira noturna com porte de arma? Desde que tenha um curso apropriado e tire a licença de porte de arma. Pra mim, tudo bem. Mas, quem começou a discussão? Um homem, claro! Mas, algumas mulheres foram favoráveis. Ficou permitido ou não? Fato é que de noite não há porteiras aqui.
No trânsito é uma piada, os homens poderiam nos xingar apenas de roda dura, mas é um tal de vagabunda, piranha, louca. Outro dia, um homem me xingou de vaca, nem sei o motivo, não percebi nada de errado.
 A mulher que trabalha a noite na recepção de uma boite, vestida com um tubinho preto invariavelmente é desrespeitada pelos frequentadores da ala masculina. 
Há quinze dias atrás, presenciei o machismo na escola, durante a reunião de pais que só tinha um pai. E ouvi alguém dizendo que ele era gay. Valha-me, Deus! Em que mundo estamos?
É uma loucura conviver com pensamentos tão arcaicos. Principalmente quando se tem um exemplar da espécie em casa, meu marido.
Sempre observo os comentários dos homens nas mesas dos bares, quando eles se reúnem, longe das mulheres, se sentem livres para falar asneiras impregnadas de machismo. Eles duvidam de como a diretora do trabalho chegou àquele posto tão disputado. Duvidam da índole das meninas com short curto, vestido colado e um sapato de salto vermelho.
Não temos o que comemorar. Podemos e devemos reclamar, fazer nossas observações e exigir igualdade.
Porquê não existe o Dia Internacional do Homem?
Porque o Dia Internacional da Mulher é uma data comemorativa que reafirma nossa luta contra a desigualdade. Ser mulher é uma luta!
Ser homem deve ser bem fácil!