quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Amar não custa nada, mas é para poucos.


Resenha do filme: Uma lição de amor

I Am Sam (br: Uma Lição de Amor / pt: I Am Sam - A Força do Amor) é um filme americano, do gênero drama, lançado em 2001 escrito e dirigido por Jessie Nelson.
O filme relata a história de Sam Dawson (Sean Penn) um homem com atraso cognitivo que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.
O filme é antigo, mas o tema sobre educação é eterno:
Qual a melhor forma de educar?
Que pai ou mãe nunca errou?
O quê é mais importante para uma criança?
Esse filme é muito eficaz em responder essas perguntas. Hoje em dia as pessoas com maior QI são as que menos têm capacidade de amar. Preocupados demais com seus cursos, formação acadêmica, crescimento profissional, aumento de renda, aquisições de bens. Ao contrário, os mais simples, de baixo QI, são os que mais sabem amar.
A famosa atriz Dakota é uma menina de sete anos apaixonada com o pai, mas alguém entrou no meio dessa história e se achou no direito de achar que a menina teria melhores condições de vida se fosse criada por pais que tivessem o mesmo QI. Os dois são inseparáveis e todas as tentativas de separação são frustradas. Enquanto isso, a bem sucedida advogada não tem a atenção que deseja do filho.
Na primeira metade percebemos que a advogada Rita luta para vencer, tem uma ótima formação, uma casa chique, um casamento estável e é muito inteligente. Sam, ao contrário tem problemas de aprendizado, não tem esposa, cria uma filha com ajuda de amigos considerados retardados pela sociedade. Rita elabora estratégias e cria frases que simulam uma falsa verdade. Sam se enrola nos discursos por não entender o que é manipular a verdade. O filho de Rita a ignora, ela não consegue comandar sua casa. Não vemos o marido dela durante horas, afinal, eles nem se veem mais. Nesse momento, começo a pensar quem é o mais “inteligente” da história.
Já no final do filme, exausta de tanto lutar com a vida, Rita pede ajuda ao seu cliente, Sam. Ela chora desesperada por não ter o amor do filho e nem do marido. Por tentar ser perfeita o tempo todo e sempre ter a sensação que está fracassando.
Sean Penn faz um homem com problemas cognitivos de maneira brilhante, não é à toa que levou o Oscar de melhor ator em 2002.
Para amar não precisamos de dinheiro, nem educação e nem QI.
Por isso, somos capazes de amar, só que a gente complica tanto que às vezes não enxergamos o amor em meio a tanta tralha que queremos carregar.
Mas, nessa vida viemos para amar e sermos amados.
“All we need is love” é uma das faixas da trilha sonora desse filme.
É uma contradição: amar não custa nada, mas é para poucos.


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