terça-feira, 17 de março de 2015

Uma galáxia chamada Carina


Quando eu era pequena surgiu um monte de pintas no meu corpo. No meu pescoço meu pai identificou três pintas que tinham a mesma simetria que as Três Marias. (Três Marias é o nome popular dado a um asterismo de três estrelas que formam o cinturão da constelação de Orion, o caçador. As estrelas, facilmente identificáveis no céu pelo brilho e por estarem alinhadas. 

As minhas três pintas também eram assim, simétricas e bem visíveis no meu pescoço. Eu sempre me achei muito importante por causa disso.

Hoje em dia percebi que as pintas mudaram. Uma das Marias cresceu demais e virou uma verruga bem feia. Por um tempo fiquei apegada, pensando que, se eu a tirasse dali poderia atrapalhar todo o sistema galáxico. Depois eu pensei que esse problema astrológico não era bem meu. Saí de dentro do meu umbigo, que é enorme, e fui pra dermatologista a fim de cometer um assassinato.
Coitada da Maria... mas, me consolei lembrando que um dia fui no Museu do Conhecimento, ali na Praça da Liberdade, e descobri que existe uma galáxia com meu nome: Carina.

Desculpe, Maria, mas sua hora chegou!  Como as estrelas você vai morrer, mas seu brilho continuará existindo no meu coração. E as outras que não se atrevam a virar verrugas, porque senão serão retiradas também.

Saí da dermatologista sem as Três Marias, mas mantenho uma galáxia de brilho em meu universo!
Para quem amou “A culpa é das Estrelas” e não sabem que o brilho das estrelas continua a chegar à Terra por muitos séculos mesmo depois que elas morrem. Por isso, o nome que o autor escolheu para o livro sobre os jovens que morrem de câncer.

“As estrelas parecem ser eternas mas não são. Elas nascem, vivem e morrem. Até mesmo o Sol, que é uma estrela (e não das maiores), um dia também vai acabar. Um dia daqui a cinco bilhões de anos... Com telescópios poderosos e a ajuda de observatórios espaciais, os astrônomos conseguem ver as transformações das estrelas. E descobriram, entre outras coisas, que quando olhamos para o céu, uma parte das estrelas que vemos já morreram há muito tempo. A sua distância de nós era tão grande que, quando a luz que emitiram chega até aqui, elas mesmas já não existem.” (texto da internet)

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