sexta-feira, 6 de março de 2015

O gigante acordou

 (agosto de 2013)

Esse é o novo bordão do Brasil, um país que passa por um momento histórico. Jovens estudantes que lideravam o movimento “Passe Livre”, contra o aumento das passagens de ônibus começaram um movimento muito maior que se estendeu por todo país. As pessoas saíam às ruas todos os dias para se manifestar. Cada grupo com um ideal, uma reclamação. E vários grupos formavam uma multidão. A massa brasileira antes organizada passou a agir com violência e desorganização. Alguns grupos se infiltravam para saquear lojas e destruir coisas.
Aqui em Belo Horizonte a maior passeata reuniu 60.000 pessoas. Os manifestantes estão aproveitando a Copa das Confederações e se juntam próximos ao estádio durante os jogos em todo Brasil. Todos juntos por um mundo melhor.
Eu não sou cientista política e nem jornalista, escrevo por prazer e deixo minhas experiências pessoais e meu olhar naquilo que acho relevante escrever. Não tenho pretensão de teorizar sobre esse acontecimento e sim fazer um paralelo entre o bordão “O Gigante acordou” e minha vida. Dentro de mim um gigante também acordou!
Um gigante é um sonho que temos que nos faz viver e lutar.
Cada um tem um coração gigante dentro do peito.
Cada um tem um sonho gigante na cabeça.
Eu acordei com vontade de lutar pelos meus sonhos que andavam congelados no peito.
Quando eu tinha meus “vinte e poucos anos” eu sonhava com tanta coisa! Depois de uma década eles pareciam nem mais existir. Foram se instalando e se sedimentando, camada acima de camada. A realidade passou a reinar em minha vida depois dos 30 anos.
Sonhos são enterrados e ao longo dos anos vão se formando camadas solidificadas, alguns sonhos já viraram fósseis.
Seria bom que conseguíssemos desenterrar todos eles, tentar revê-los, senti-los ou apenas olhar de longe. Esse é um bom exercício de final de ano ou pensamentos de um aniversariante ao soprar suas velinhas do bolo.
Sempre bom acordarmos o gigante que dorme dentro de nós. Digamos que é revigorante!



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