Tenho
percebido uma relação íntima entre as mulheres e as árvores.
Vou
descrever algumas semelhanças:
Quando
pequenas elas são tão soltas! Suas folhas frescas tem um brilho verde claro. As
raízes são curtas e frágeis, qualquer temporal poderá afetá-las drasticamente.
A vida é assim quando bebês, nossos cabelos sempre mais claros e nossa vida
sempre por um risco.
Quando
jovens se tornam viçosas, suas folhas se desenvolvem e escurecem. Começam a germinar
e dar seus primeiros frutos. Como as meninas que durante a puberdade engrossam
seus pêlos e menstruam pela primeira vez.
As
árvores crescem e chegam à maturidade. Chegaram ao seu ponto máximo de
crescimento tanto na estatura quanto na grossura de suas galhas. As raízes são
maiores, fincadas ao chão, tomaram grande parte do seu espaço. Como as
mulheres, que depois de certa idade chegam ao seu cume, estão maduras para a
vida, já sabem o terreno em que pisam, já dominaram o mercado de trabalho e
muitas vezes já tiveram seus filhos. Por isso, suas raízes são bem fincadas,
não pode mais ser carregada pelo vento ou tempestade. Na maturidade elas estão
boas de “trepar”, pois suas galhas estão mais fortes que nunca. Seus frutos
suculentos e cheios de história pra contar.
As árvores e as mulheres durante a maior
idade apresentam uma fragilidade genuína e uma história de longos anos pra
contar. Ela serve de abrigo para todos que a cercam, sua grande copa oferece
sombra e água fresca aos visitantes.
Tanto as árvores quanto as mulheres são
protetoras e acolhedoras.
As
árvores são fontes inesgotáveis de metáforas para nossa vida. Assemelham mais
com as mulheres do que com os homens, pois germinam e geram frutos.
Árvores,
mulheres, as estações e seus humores:
Na
primavera: são floridas e alegres
No
outono: momento de troca de folhas, mutação, de limpeza espiritual.
No
inverno: aquela hora que nos sentimos fracas, sem folhas, sem frutos e secas.
Parece que estamos mortas, mas no fundo de uma árvore seca ainda existe a seiva
vital para fazer a vida ressurgir das trevas.
No
verão: são quentes, sedentas, cheias de vida. O calor é a erupção dos desejos
mais profundos de uma mulher.
Então
é por isso que a natureza é mãe!
Mulheres,
precisamos estar mais conectadas com nosso estado primordial: a natureza.
O
contato com a terra é energia pura para nós, que somos frutos dessa terra e
também temos o mesmo poder dela, o de germinar, florescer, frutificar.

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