
Quando tinha doze anos assisti ao filme “Um Encontro com o Passado”. Aquele filme me encantou por vários motivos: a trilha sonora belíssima me emocionou, o ator Christopher Reeve (que era famoso por fazer o Super Man) e o enredo. Um homem vai para um antigo hotel e se apaixona pela moça da foto. Descobre que a moça era uma antiga atriz de teatro que se apresentava ali. Ele estuda as possibilidades de encontrar aquela mulher, para isso ele tem que voltar ao passado. Depois que consegue, os dois se apaixonam loucamente e vivem uma linda história de amor. Mas, ao ter contato com uma moeda do tempo em que ele saiu, ele volta para o presente. Ele fica desesperado, entra numa depressão e acaba morrendo de amor. Na última cena, envolto às nuvens eles se encontram no céu. Porque amores eternos são assim. Nunca morrem.
Minha mãe comprou o vinil e eu colocava o tempo todo na
vitrola aquela música maravilhosa, dos anjos. Sempre muito sensível, eu ficava
imaginando quem era meu amor eterno e se nessa vida iríamos nos encontrar.
Sempre chorei e continuo chorando ao escutar essa trilha
sonora e outras como: Once Upon a Time, Cine Paradiso, O Carteiro e o Poeta.
Meu músico predileto para trilhas sonoras de filme é Ennio Marricone. Mas, o
que me seduz mesmo são histórias de amor eterno.
Se você não sabia, Drácula é uma história de
amor eterno, por isso, sempre fui apaixonada pelo filme. O melhor é o de Bram
Stocker, retirei sua sinopse da internet: “O filme
conta a história do líder romeno Vlad Tepes (Drácula), que, ao defender a igreja
cristã na Romênia contra o ataque dos turcos,
tem sua noiva Elisabetha enganada: esta crê que seu amado morreu e então
atira-se no rio chamado "Princesa". Vlad, ao retornar da guerra e constatar a morte de sua amada, e
condenada ao inferno (pois se matara), renuncia e renega a Deus, à igreja e, jurando
só beber sangue a partir daquele momento, sendo assim condenado à sede eterna,
ou seja, ao vampirismo.
Quatro
séculos se passam, e ele redescobre a reencarnação de Elizabetha, em Londres,
agora conhecida como Wilhelmina Murray (Mina). Jonathan Harker, noivo de Mina,
parte a trabalho para a mansão do Conde Drácula, onde irá vender dez terrenos
na área de Londres para este estranho Conde.
Lá é
feito prisioneiro, enquanto o conde se encaminha à Inglaterra para reencontrar sua amada.
O resto do filme consiste em
uma busca desesperada e sofrida do amante para reconquistar sua amada.”.
A última cena é maravilhosa,
quase Romeo e Julieta, ela corta a cabeça dele para libertar sua alma e depois
se mata. Os dois morrem juntos, para ficarem juntos pela eternidade. Eu choro,
choro, choro, até hoje. Filme maravilhoso, merece ser revisto mil vezes. E a
trilha sonora também é de primeira linha. Quem assistiu Drácula de Bram Stocker
nunca vai gostar da série Crepúsculo.
Para minha surpresa, ontem na
Rede Globo, estava assistindo à novela Além do Tempo, com enredo desses que
gosto, de amores que ultrapassam uma encarnação, um tempo. Maravilhosa a transição de ontem,
saindo do século dezenove e passando para os tempos atuais. Os amantes, que
morreram juntos afogados num rio, se encontram no metrô de São Paulo. Nem se
compara às produções que citei, mas valeu perder meu tempo na frente da TV.
Sempre sonhei em achar um amor
poderoso assim, e aos vinte e um anos pude sentir as dores infernais de uma
paixão avassaladora. Porque amar é sofrer! E como! Por isso, amigos, tem tanta
gente acomodada aí planejando vidas e matrimônios sem dor, sem coragem e sem
enfrentamento. Encontrar a alma gêmea é sentir dentro do coração que mesmo
tendo que enfrentar o mundo inteiro, você não consegue viver sem aquela pessoa
ao seu lado.
Se você encontrar sua alma
gêmea sentirá o coração pular pela boca. Terá que ter coragem, pular de
abismos, cortar cabeças, entrar em estado de hipnose e voltar ao passado, matar
ou morrer. Para ficar com seu amor verdadeiro vale tudo. Ir contra a família,
mudar de país, de sexo, de vida, de religião...
Não sei por que penso assim,
sou uma mistura de filmes que vi, livros que li, novelas que assisti e músicas
que ouvi.
Como diria Rita Lee:
-“Ai de mim, que sou romântica!”.

Não deu tempo de ver tudo! Porém desde já parabenizo a Grande Mulher Karina Penido Rosa.
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