quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Festa no céu - Vó Tide, amada!




27/04/2015
Morte de vó Tide

Se o céu está em festa
A Terra está chorando.
Queria ser aquele sapo atrevido
Que entra no violão para participar da festa.
Mas, não tenho asas para voar.
E depois, tem que ter convite para entrar.
O céu está em festa e a Terra a chorar.
Deus resolveu colher “Rosas” para a festa decorar!
Nós aqui, sapos ainda temos muito que enfrentar.
Aprender a andar é fácil, quero ver aprender a voar!

A família perdeu uma fonte que jorrava forte e nos dava de beber: Fonte de amor, carinho, mimo, cafuné, apoio incondicional. Nem sabemos mais como agir. Ainda continuaremos aqui aprendendo que a vida não é fácil. Seguindo os caminhos para um dia sermos convidados para essa grande festa.
Vó Tide não quis esperar mais. Após doze dias que seu marido faleceu, ela já estava pronta a esperar. Beijava sua fotografia no "santinho" e dizia baixinho: "Vem me buscar, meu amor."

“Eu não sabia que minha história era mais bonita que a de Robison Crusoé.” Já dizia Carlos Drummond de Andrade, no poema “Infância”.

Essa história de um amor eterno que nem a morte pode separar é digna de cinema. Juntos eles nos ensinaram o significado real das palavras FAMÍLIA, COMPANHEIRISMO, CUMPLICIDADE, UNIÃO, CARINHO E AMOR.

Despedimos de um casal apaixonado que fica na lembrança do povo de Itabira nas caminhadas de mãos dadas pelas ruas. Despedimos de uma casa mágica que ficou escura sem a presença dos dois.  Sentiremos eternas saudades daquele “tchau” na sacada.
Fiquem certos que a dor vai passar, pois a beleza dessa história irá nos consolar. 

Vai, vó, passear de Elba com seu eterno namorado. Lá tem vestido de oncinha, brinquinho de pérola, chá, bananinha prata, maça, gelatina e baralho pra jogar. E o que é melhor: tem vô pra namorar!

Um dia não quero ser mais sapo pra poder voar livremente a te procurar.


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