terça-feira, 2 de junho de 2015

Inconsciente



“Muitas pessoas ainda duvidam da existência e da eficiência do inconsciente. Talvez sejam críticas demais para acreditar no que não se pode ver. O inconsciente é aquilo que não é sabido, que está esquecido e chamamos de recalcado. Ele surge em sonhos, atos falhos, equívocos que cometemos no cotidiano. É muito mais fácil negá-lo que conviver com ele. Levar em conta que algo dentro de si próprio é desconhecido abre novas dimensões do humano.”

Sabe aquelas sensações de prazer indescritível por algumas coisas? Você não sabe de onde vem, mas seu inconsciente sabe. Freud estudou a vida inteira sobre esse nosso lado desconhecido, temos muitos. Alguns como eu tentam vasculhar  alcovas, outros preferem boiar na superfície. Sonhos recorrentes são indícios do inconsciente, um prazer incomensurável, uma fantasia, enfim, penso sobre elas e tente ver seu outro lado da moeda.

Outro dia, conversando com meu pai, falei de um sonho recorrente. Dentro do casarão dos meus avós tem uma passagem secreta que me leva a outra casa. Só eu conheço e às vezes vou para lá. Tem um salão nobre muito chique com paredes rebuscadas e pintadas à mão. Uma sacada enorme e muitos quartos. Nunca vi tantos! Vejo uma mulher com vestido elegante e saia até os pés.

Para minha surpresa, meu pai me disse que parece que estou descrevendo a casa da Rua Guarda-Mor-Custódio, onde vô Rosa nasceu. Ele me disse que é traumatizado até hoje por ter levado um baita susto quando voltou da sua lua-de-mel e viu a casa destroçada no chão. Era um verdadeiro palácio, com 38 cômodos, onde nasceu também Carlos Drummond de Andrade. Infelizmente o comprador não avisou que iria destruí-la para construção de um edifício. Ficamos sem fotos internas e poucas externas. Ou seja, como me lembro de lá? Como explicar esse sonho que se repete tanto e que nele me transporto para um passado que não vivi?

Não sou espírita, mas posso dizer que tenho uma sensibilidade aguçada e amo conhecer o passado.
Também sei que, a mulher elegante me disse uma vez que por trás das paredes daquela casa havia tesouros de família.

Aprendi com a vida que nossa maior riqueza não está nas coisas materiais, portanto, ao invés de abrir paredes atrás de ouro. Sei bem onde encontrar a riqueza que meu sonho tenta me mostrar. Ela está bem ali, na história da família que visito. O legado deixado pelos nossos antepassados, a honra, os serviços prestados à comunidade, o amor, a honestidade, a simplicidade e a elegância.
NOSSA FAMÍLIA É NOSSA MAIOR RIQUEZA!

Talvez seja isso que meu inconsciente queira dizer, mas em linguagem cinematográfica! Freud explica.





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