sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Mutação

 

MUTAÇÃO

TRANSFORMAÇÃO

FASE DE SOFRIMENTO

MAS TAMBÉM DE REVITALIZAÇÃO

 

QUIS SER UMA COISA

CONSEGUI...

POR UM TEMPO...

MUDEI

“PREFIRO SER UMA METAMORFOSE AMBULANTE,

DO QUE TER AQUELA VELHA OPINIÃO FORMADA SOBRE TUDO”.

 

AS ATITUDES MUDAM

OS SONHOS MUDAM

E VOCÊ? MUDA?

E SE O SENTIMENTO

DENTRO DE VOCÊ PERMANECER?

SEMPRE HAVERÁ UM ELO COM O PASSADO.

NUNCA VOU CONSEGUIR ESQUECER.

 

SOFRIMENTO FAZ PARTE.

ESTOU COM MEDO,

ALGUMAS COISAS POSSO E DEVO QUESTIONAR.

MAS, SE EU NÀO TIVESSE FEITO TUDO QUE FIZ

EU NÃO SERIA EU MESMA.

 

MUDAR OU NÃO MUDAR?

 

TRANSFORMAR.

ESTA É A RESPOSTA.

 

TRANSMUTAR

TRANSCENDER

CRESCER

REERGUER

AMADURECER

SER

 

VIVER.

domingo, 22 de novembro de 2020

Inveja

 


 

Desde que o mundo é mundo existe a inveja. O mal é a inveja; e o bem é a gratidão. 

O ódio tenta vencer o amor.

Desde que o mundo é mundo as guerras, a violência, as pestes, pragas e doenças assolam nosso paraíso.

O próprio homem constrói e destrói. Deus e o Diabo na terra do sol, já dizia Glauber Rocha.

Temos cada um de nós, Deus e o diabo no nosso coração.

As ferramentas modernas, como a internet e as redes sociais desenvolvem nosso lado mais invejoso.

Antes eram as janelas para nossa própria rua que nos contavam novidades. Depois, a televisão aumentou o nível de fofoca. As novelas nos mostram mulheres magras, maravilhosas e com roupas espetaculares. Morremos de inveja. Agora, com as redes sociais ficou muito mais difícil viver sem esse sentimento da inveja.

Impossível não invejar pratos deliciosos, cerveja com muitos amigos, paisagens espetaculares por todas as partes do mundo. Beijos de amor, declarações apaixonadas de maridos e namorados, filhos maravilhosos e inteligentes. Roupas da moda, carros novos, jantares especiais e sempre muitos amigos. Quanto mais alegre é a foto melhor.

Creio que as redes sociais são um banquete perfeito para os invejosos de plantão. Reparei que muitas pessoas são fantasmas na rede social. Estão lá apenas para bisbilhotar a vida alheia e não curtem e nem comentam.

Inveja do mal: as pessoas ironizam seus comentários, as pessoas são sarcásticas sem se deixar notar. Algumas são fantasmas, que bisbilhotam e não curtem e nem comentam. Outras pessoas comentam e curtem, mas por trás falam mal de você.

Tudo que uma bruxa do passado precisava era o facebook.

Saber onde seus inimigos estão, o que estão fazendo, os filhos que tiveram, quantos anos tem, o que estão fazendo de suas vidas e onde podem ser encontrados.

Antigamente poucos tinham esse poder, hoje quase todo mundo tem uma bola de cristal em casa. O negócio agora é arrumar seu “patuá” de proteção e andar agarrado nele.

Contra todos os males, vale reza brava, amuletos da sorte e muita proteção.

Porque infelizmente eu não consigo deixar a rede social por medo da inveja.

Existem também muitos benefícios dessa ferramenta moderna.

E eu, como fotógrafa, posso expor meu trabalho.

Também gosto de expor minha vida. It´s a problem, mas, quem não gosta???

Por isso, vale aquelas dicas de sempre para se proteger na internet:

-Não publicar fotos indecentes, para que isto depois não seja usado contra você (crianças peladinhas são fofas, mas os tarados estão à solta. Uma vez coloquei uma foto minha amamentando e colhi comentários eróticos, entende?).

-Não avisar pra todos que a casa está sozinha, pois todos saíram de viagem para a praia;

-Não ficar choramingando sobre seus problemas com marido, filhos e assuntos íntimos;

-Não ficar colocando fotos de gente morta ou doente (pelo amor de Deus);

-Não ficar tentando impor sua opinião (rede social serve para discutir vários assuntos, respeitando sempre a opinião alheia);

Eu uso a rede social para mensagens positivas. Antes todos fossem assim.

Gosto de imagens do bem. Pensamentos bacanas. Vídeo cassetadas. Placas com erros grotescos de português. Fotos de amores, alegrias, felicidades. Gosto de conhecer o mundo por fotos e saber de políticas diferentes de vários países. Gosto de ajudar, sem depositar dinheiro em contas misteriosas e nem vendo fotos de atrocidades. Gosto de compartilhar, de curtir e comentar. Gosto de me divertir, de escrever e saber a opinião de vocês em relação aos textos e fotos que publico aqui. Gosto de ler poesias e publicá-las também. Não gosto de correntes e de jogar no facebook. Não gosto que fiquem só falando mal do meu país. Mas, podemos fazer críticas construtivas. Deletei pessoas que exageram nestes quesitos. Pra bom entendedor, pingo é letra.

Ao longo de mais de 8 anos entre Orkut e facebook, já cometi muitos erros e não mais pretendo fazer. Já vi gente usando minhas palavras de desabafo contra mim, 4 anos depois. Como se o tempo não passasse, como se os problemas não mudassem. Tudo que é escrito, fica registrado para sempre. E até hoje eu não consegui deletar meu perfil do antigo Orkut. Ai, ai.

Vamos que vamos. Não vou deixar de ter face, mas é bom aprender a usar.

O mundo continua igual, mas eu estou ficando mais esperta.

Que bom!

 


sexta-feira, 19 de junho de 2020

Pensar o novo


Final de 2019

Durante minhas arrumações para minha grande mudança de vida, apareceu o livro, Perdas e Ganhos, Lya Luft. (Divórcio, um câncer (linfoma) que apareceu em forma de ferida e mudança de cidade). Já o li, mas não com a profundidade que o fiz agora. Não existem coincidências, então quero compartilhar com o máximo de pessoas esses ensinamentos. Acabei de ver que foi escrito em 2003 e já estava na 33 edição. Na página 16 ela diz:
“Escrevo continuamente sobre sermos responsáveis e inocentes pelo que nos acontece.
Somos autores de boa parte de nossas escolhas e omissões, audácia ou acomodação, nossa esperança e fraternidade ou nossa desconfiança. Sobretudo, devemos resolver como empregamos e saboreamos nosso  tempo, que é afinal o tempo presente.
Mas, somos inocentes das fatalidades e dos acasos brutais que nos roubam amores, pessoas, saúde, emprego, segurança, ideiais.
Somos transição, somos processo. E isso nos perturba.
Mudanças produzem ansiedade.
Para nos reorganizarmos precisamos nos desmontar, refazer esse enigma nosso e descobrir qual é, afinal o projeto de cada um de nós.

Lya Luft reuniu mulheres para discutir sobre o tema amadurecimento.

E aí veio o Coronavírus para mudar a vida do mundo todo.

Podemos e devemos discutir mais sobre mudanças.

É muito mais que uma mudança pessoal, é uma mudança astral.
Tudo muda; endereços, carros, conta bancária, aparência física.
 Hábitos diários automáticos considerados “mecânicos”. 
Mas, “eu não sou um robô” e preciso respirar.
Filosofar, pensar.
Sentir.
Não vamos seguir a manada, vamos refletir sobre o novo.
Os afetivos estão muito carentes agora. Como eu!
Outros, estão até gostando de cortar o abraço, o beijo, o toque.
Cada um  é cada um. Tudo fechado desde abril.
Os alunos assistem aula por videoconferência.
Os pais enlouquecem com os filhos em casa brigando pelo computador. O celular não para de receber mensagens da escola. Meu filho com 13 anos vivendo a adolescência. Que também é uma mudança.
Por isso que eu digo, desde o início, tudo na vida é mudança.
O mundo gira, baby.
Temos que nos adaptar de uma forma mais inteligente, sustentável, sem agredir tanto nosso planeta. Isso é filosofar. Pensar sobre essa mudança. Vamos, sentir, refletir e só depois agir.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

De Gandhi à Frida em busca de transformação






Quando estava sentindo muita raiva, li uma crítica sobre o livro “A virtude da raiva”. O subtítulo me chamou mais a atenção: “E outras lições espirituais do meu avô Mahatma Gandhi”. Em março de 2019 entrei na livraria, li a sinopse e o comprei.
Fiquei encantada por vários motivos: Primeiro porque o livro foi escrito por um neto que aprendeu lições de vida com o avô, um ser que influenciou e ficou conhecido no mundo inteiro, Gandhi. Eu também escrevia sobre meus avós, e tudo que diz respeito a esse tema me interessa. Segundo que aprendi muito com a cultura indiana, que é de uma sabedoria elevada. Terceiro que conheci mais da história de vida desse grande líder espiritual e guerreiro contra as imposições de consumo e domínio da Inglaterra. È um livro que fala sobre direito humanos e como devemos nos portar diante da raiva, do ódio de outras etnias, de humildade, de comer saudável e de consumo consciente. Fiquei feliz e triste, pois Gandhi, foi assassinado, pelo mesmo povo que ele tentou ajudar.  
A roda de fiar era a meditação de Gandhi e isso me mostrou que a vontade de aprender a fazer algo manual é uma necessidade do corpo e da mente se distrair. Em silêncio e trabalhando colocamos nossos pensamentos em dia.
Gandhi dizia:
“Use a raiva para o bem. A raiva, para as pessoas, é como o combustível para o automóvel. Ela nos dá energia para seguir e frente e chegar a um lugar melhor. Sem ela não teríamos motivação para seguir em frente e chegar a um lugar melhor. Sem ela, não teríamos motivação para enfrentar desafios. A raiva é uma energia que nos impele a definir o que é justo e o que não é.
A compaixão e o perdão é a cura de todo mal.
Ao longo da vida, Gandhi foi agredido, atacado e preso, além de ser vítima de oito atentados.
O neto carinhosamente conta a história do avô, Babuji. E conseguiu aprender vários conselhos: ele usava a fama e bajulação para arrecadar dinheiro aos pobres, preservava a solidão para encontrar a paz interior e acreditava que precisamos tornar a vida mais tranquila.
Bapuji acreditava que devemos dedicar nosso tempo à busca da Verdade – palavra que ele sempre escrevia com letra maiúscula pois acreditava ser o objetivo da vida. Se nos esforçarmos para encontrar a Verdade, chegaremos mais perto de compreender o sentido da vida.
Depois de assistir uma missa de domingo em junho deste mesmo ano, o padre pediu doação de cobertores. Como sempre vou buscar Arthur na escola, um dia, chegando mais cedo, entrei na igreja para fazer a doação. Na lojinha encontrei o novo livro do padre Fábio de Melo; “Por onde for teu passo, que lá esteja o teu coração.” Comentei com a moça da loja que já tinha lido outros livros dele e achei muito bons: È Sagrado Viver, Mulheres de Aço e de Flores, e, Quem me roubou de mim. O padre escreve muito bem, com sensibilidade e poesia.
Estou vivendo um momento de transformação. Imagino que deve doer para as lagartas se tornarem borboletas. Elas ficam presas dentro de um casulo e sofrendo mutações até ressurgirem do escuro e da clausura para voarem lindas, leves e soltas. A transformação é radical, de lagartas rastejantes a borboletas voantes em busca do néctar das flores. 
Daí, logo no início, o livro me fala:
“De repente acontece. O olhar muda de foco. ... É do íntimo do olhar que criticamos as circunstâncias que nos envolvem, os pedidos que elas nos fazem, e identificamos os riscos e as possibilidades que elas nos oferecem.”
“Os hábitos que não incluem a vida interior fazem com que o ser humano permaneça distante de sua consciência.”
“De vez em quando é necessário perder as proteções que a vida adulta nos emprestou. É necessário retornar à nudez original, à vulnerabilidade que nos coloca diante das perguntas e dos conflitos que adiamos por puro desrespeito a nós mesmos.”
Deus está falando comigo. Ele colocou esse livro em minhas mãos para que eu entenda que todas as pessoas se perdem no meio do caminho e tentam buscar novamente sua essência. Meu divórcio significa isso.
Logo após meu aniversário, Lu Caldas traz dois livros para mim. A biografia de Frida Kahlo e Marilyn Moroe.
Começar lendo a história de Frida me trouxe acalento e resignação. Primeiro porque a gente tem que conhecer a história de quem é fã e segundo porque ela me passou a coragem que preciso para encarar minhas feridas. Mais do que imaginei Frida sofreu no corpo e na alma. Já nasceu doente, com poliomielite, e uma das pernas defeituosa. Depois do acidente de bonde aos 19 anos, começou seu martírio e as 39 cirurgias para costurar o corpo todo partido. Muitas dores e gessos a levaram a pintar na cama. Até conseguiu se casar com Diego Rivera, mas o homem era mulherengo e a traiu várias vezes, inclusive com sua irmã. Frida tinha o corpo frágil, mas sua alma era indomada. Viajou, morou sozinha no exterior, ficou independente do famoso marido vendendo seus quadros e também seduziu vários homens. Seus amantes ficavam encantados com o magnetismo de Frida e sua arte tão original e mexicana.
O mundo se rendeu aos seus trajes típicos, que eram para chamar a atenção, valorizar sua cultura e esconder o problema da perna com as saias longas.
Eu e ela, Fridas Feridas!

Você pode curar sua vida





“Somos todos cem por cento responsáveis por nossas experiências.”
Essa frase é muito verdadeira e faz com que eu sinta culpa e ódio de mim mesma. Mas, devemos nos libertar do passado e perdoar a todos. Sempre existirá uma nova chance de recomeçar e aprender a nos amar. Por isso, desenvolvi o linfoma, um tipo de câncer de pele. A dor que a ferida me traz é real tanto quanto a dor da minha alma. 
O livro da Cura tem uma parte teórica, mas também tem a prática. Ou seja, é como se eu estivesse fazendo terapia uma vez por semana e a psicóloga me passasse algumas metas a cumprir.
1.    Em que acredito
O que pensamos sobre nós torna-se verdade para nós. Criamos as situações e depois abrimos mão culpando os outros pela nossa frustração. O Universo nos apoia totalmente em cada pensamento que escolhemos acreditar. A maioria de nós tem ideias tolas sobre quem somos e muitas regras rígidas sobre como a vida deve ser vivida. Aprendemos nossos sistemas de crenças ainda pequenos e depois vamos pela vida criando experiências que combinem com ela. Entretanto, esse é o seu passado e ele já acabou, não pode ser modificado. Seu ponto de poder está no que você está pensando agora. É positivo ou negativo? Você quer que esse pensamento crie seu futuro? Apenas preste atenção e tome consciência dele.
2.    Qual é o problema?
Corpo, relacionamentos, vida, finanças?
A psicóloga propõe o exercício de você completar a frase:
Eu deveria...
Por quê...
Pegue esta lista e jogue-a fora. Começou o processo de mudar. Não pense que está errado, liberte-se desse pensamento. Quando você mudar seus pensamentos a vida começa a mudar. Livre-se da culpa do passado. Chega de censura e crítica. Começamos a entrar no processo de cura.
3.    Amar o eu
Pegue um espelho, olhe em seus olhos e repita: “Eu me amo e me aceito exatamente como sou.”
Não se preocupe com a crítica dos outros. Preste atenção nas críticas que você faz a si mesmo.
“Não sou bom o bastante.”
A autoaceitação no agora é a chave para mudanças positivas.