Recebi uma
mensagem pelo “whatzapp” me parabenizando pelo Dia Internacional da Mulher:
“A
competência levou a mulher a conquistar espaços, ganhar respeito e a sonhar
mais. Hoje, a mulher está presente em tudo, e essa presença se multiplica em
cada sonho alcançado. Parabéns, mulher!
Meu marido
enviu essa mensagem e começamos um debate. Provoquei:
- Eu não
posso sair de mini saia que recebo cantadas.
Ele
respondeu:
-Tá muito
perua pro meu gosto.
Retruquei:
- Não sei o
que tanto comemorar. Só quero respeito.
Ele
concluiu:
- Aumenta a
saia então.
Eu xinguei:
- Vai te
catar.
Ele riu.
-
rsrsrsrsrsrs
Eu
finalizei:
- Não
encaminhe essa mensagem. Apenas respeite as mulheres.
Ele prometeu
me obedecer com um “ok”.
Enfim,
precisa falar mais alguma coisa?
Poderia
escrever um texto enorme, com dados históricos, números, percentuais. Mas,
prefiro me ater aos exemplos.
Outro dia,
numa reunião de condomínio discutíamos se uma mulher era capaz de ser porteira.
Santa ignorância, uai! Se já somos policiais, porque não poderia ser porteira
noturna com porte de arma? Desde que tenha um curso apropriado e tire a licença
de porte de arma. Pra mim, tudo bem. Mas, quem começou a discussão? Um homem,
claro! Mas, algumas mulheres foram favoráveis. Ficou permitido ou não? Fato é
que de noite não há porteiras aqui.
No trânsito
é uma piada, os homens poderiam nos xingar apenas de roda dura, mas é um tal de
vagabunda, piranha, louca. Outro dia, um homem me xingou de vaca, nem sei o
motivo, não percebi nada de errado.
A mulher que trabalha a noite na recepção de
uma boite, vestida com um tubinho preto invariavelmente é desrespeitada pelos
frequentadores da ala masculina.
Há quinze
dias atrás, presenciei o machismo na escola, durante a reunião de pais que só
tinha um pai. E ouvi alguém dizendo que ele era gay. Valha-me, Deus! Em que
mundo estamos?
É uma
loucura conviver com pensamentos tão arcaicos. Principalmente quando se tem um exemplar
da espécie em casa, meu marido.
Sempre
observo os comentários dos homens nas mesas dos bares, quando eles se reúnem,
longe das mulheres, se sentem livres para falar asneiras impregnadas de
machismo. Eles duvidam de como a diretora do trabalho chegou àquele posto tão
disputado. Duvidam da índole das meninas com short curto, vestido colado e um
sapato de salto vermelho.
Não temos o
que comemorar. Podemos e devemos reclamar, fazer nossas observações e exigir
igualdade.
Porquê não
existe o Dia Internacional do Homem?
Porque o Dia
Internacional da Mulher é uma data comemorativa que reafirma nossa luta contra
a desigualdade. Ser mulher é uma luta!
Ser homem
deve ser bem fácil!

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